quinta-feira, 29 de março de 2018

Sobre o Tambor Xamânico...

O tambor é um catalisador de energias, pois todos os instrumentos que emitem um som natural , ou seja, não electrónico, é catalisador da energia refinada que está ao nosso dispor no universo para que nos possamos curar e sermos curados.

Essa vibração penetra a matéria dos nossos corpos, relaxa o corpo e a mente, harmoniza o organismo através das moléculas e propicia níveis mais profundos de concentração e meditação.

O som do tambor alinha o nosso coração com o coração da Mãe Terra, desperta a energia individual e coletiva em encontros circulares, sendo esta energia o despertar do nosso curador interno.

O som do tambor é como o som do coração. A batida está dentro de nós, no nosso coração e trazer esta batida para fora com o tambor é exteriorizar as nossas emoções, cantar esse momento sagrado, tocar o sopro da alma, vibrando para fora do corpo. É a expressão da alquimia da vida e o pulsar do planeta.

Os xamãs consideram o tambor como o "cavalo" que os leva em viagens a outros mundos, para receberem conhecimentos através dos seus ancestrais e espíritos guia.

O ritmo das batidas altera a nossa percepção e estado de consciência, permitindo-nos entrar em contato com os mundos visíveis e invisíveis para proporcionar cura, meditação, auto-conhecimento, empreender jornadas, criar harmonia interior e permitir o contato com os nossos guias espirituais.

Benefícios do Tambor xamânico:

- Aumento da Concentração, Auto-Confiança e Centramento
- Diminuição da Hiperatividade, Ansiedade, Depressão, Stress Emocional e Défices de Atenção
- Liberta a tensão muscular
- Permite maior Conexão consigo mesmo e com os outros
- Libertação de bloqueios emocionais e traumas
- Promove Sensação de Bem-Estar
- Estimula a expressão criativa
- Reforça o sistema imunológico
- Promove o contato social e espírito de união
- Facilita a entrada em estados alterados de consciência, abrindo o caminho para vivências meditativas intensas, profundas e reveladoras
- Promove a Auto Cura Espiritual e mental e física
- Facilita a resolução de problemas e a tomada de decisões

Participar num círculo com tambor xamânico é entrar em contato com o nosso Mestre Interior e com os nossos Espíritos Guia, aprendendo sobre a nossa essência e sobre nós mesmos. É conhecer o nosso real tamanho, as nossas capacidades e a nossa Alma.

Já tenho conduzido Drum Circles e vejo o resultado estimulador que o mesmo pode ter no ser humano e recomendo.


Fotos tiradas da Internet
Druidiza

Um pouco sobre os meus oráculos...

O elemento Terra representa a estrutura, as transformações, a matéria, o corpo físico. A Terra constitui a base que integra todos os elementos pelo que é a fonte de prazer, de suporte. No Tarot é representado pelo naipe de Ouros e é indicativo de alegria, de vontade de viver e experienciar. Quando dizemos que vamos fazer algo “com os pés assentes na terra” estamos a referir-nos a esta energia, a esta estrutura. O contacto com a natureza é por isso fundamental, seja numa ida à praia ou numa caminhada em que nos colocamos de pés descalços em contacto direto com esta fonte de força e bem-estar que é a natureza e, neste caso, o elemento Terra.

A energia do Elemento Terra nos meus oráculos xamânicos:

No sistema oracular, a terra trás o físico, a material, a energia condensada num só ponto.

Representa a força e o poder do gado, o trabalho a ser feito, as transformações, a nossa vida material e o concreto. A terra produz consoante o nosso trabalho e empenho.

Os meus oráculos xamânicos foram gerados deste elemento e como tal, possuem a capacidade de facilmente se conectarem com a "fisicalidade" do ser humano.

Embora regidos pela Terra, os outros elementos também estão presentes na sua essência:

Búzios xamânicos: Água e Ar
Ossos xamânicos: Terra e Fogo

A eles se juntam outros elementos de conexão e temos um sistema divinatório eficaz, poderoso nas suas mensagens trazidas pelos guias e ancestrais.

Já fazem parte de mim e todos os que me conhecem, sabem que na minha bolsa trago sempre estas ferramentas de conexão e para onde vá, há sempre alguém a querer ser consultado. Adoro!

Nas fotos, dois dos meus oráculos


segunda-feira, 12 de março de 2018

A Mandrágora

Planta venenosa da família das solanáceas, a mesma da beladona e do meimendro, a mandrágora (Mandragora officinarum) contém alcalóides como a atropina e a escopolamina e é nativa do Mediterrâneo.

Erva de caule muito curto, emite uma roseta de folhas, de cujo centro se alteiam as hastes das flores, de cor entre o violeta e o azul. A raiz principal freqüentemente se bifurca e, sendo grossa e carnuda, assemelha-se a duas coxas. Para aumentar essa semelhança, os feiticeiros a esculpiam e acrescentavam detalhes, como se vê em gravuras medievais que ilustram seu suposto poder afrodisíaco. Ora, uma vez aceito que uma planta pudesse tem um corpo humano "perfeito", o próximo passo era supor que pudesse receber um espírito, ou a força vital de um homo sapiens vivente... Segundo H.P. Blavastky, "no Catecismo dos drusos da Síria" os homens foram criados pelos "Filhos de Deus", que desceram à Terra e, depois de colherem sete mandrágoras, animaram as raízes até que se convertessem em homens (Doutrina Secreta, II, 30, ed. Inglesa). Dados dispersos no Glossário Teosófico informam que a planta se revela "especialmente eficaz na magia negra" (Doutrina Secreta, 11, 30) e, apesar do preparo de "bebidas ou filtros" ser o uso mais cotado entre os "vários fins ilícitos", alguns ocultistas "da mão esquerda" chegariam a fazer homúnculos com ela.

O nome hebraico para as mandrágoras (dudhaim) é formado pela mesma raiz de "amor". Este é outro motivo para que, em algumas partes do Oriente Médio, esta planta ainda seja considerada como afrodisíaco capaz de excitar o amor e aumentar a fertilidade humana. O Glossário Teosófico fornece uma interpretação metafísica politicamente correta onde, "em linguagem cabalística", dudhaim corresponde à união do "manas superior e inferior" ou da Alma e do Espírito, duas coisas "unidas em amor e amizade (dodim)". Mas a intenção que personagens bíblicas tiveram ao consumir a planta foi bem diferente. Em Gênese 30:14-15, Raquel, esposa de Jacó, negocia a oportunidade de usufruir os direitos conjugais de seu marido por uma noite com sua irmã Lia, em troca de alguns frutos de mandrágoras. Desta relação conturbada nasceu Issacar. Também, numa cena de romântico erotismo do Cântico dos Cânticos, a amada afirma a reciprocidade de seu amor levando seu amante para pernoitar no campo onde "as mandrágoras exalam seu perfume" (Cântico 7:14). A tradição colocou este fruto em relação com o nascimento de José.

Os antigos, como os medievais, conheciam o poder da raiz desta planta. A tradição greco-romana daria outros usos à planta. Nos tempos de Cristo, a comprida raiz castanha da mandrágora era usada como anestésico nas operações. Platão cita o preparo da mandrágora como fármaco entorpecente ao descrever um motim. "Algumas vezes", quando marinheiros disputam pela influência, tendo em vista o favor do dono do navio, "se não são eles que o convencem, mas sim outros, matam-nos, a esses, ou atiram-nos pela borda fora; reduzem a impotência o verdadeiro dono com a mandrágora, a embriaguez ou qualquer outro meio" (A República, 488c). Com o tempo, as receitas foram se tornando cada vez mais insólitas. Dizia-se, por exemplo, que a colheita da mandrágora exigia providências profiláticas, pois a planta não devia ser tocada. A raiz era arrancada em noite de luar, com uma corda atada a um cachorro preto, após um ritual e orações. Segundo a crença, se colhida sem essas precauções, a mandrágora soltava um grito terrível, capaz de matar ou enlouquecer quem o ouvisse. Se obtida à maneira ritual, contudo, a raiz possuía poderes mágicos e servia para tomar fecundas as mulheres estéreis.

A Mandrágora já foi considerada como uma cura para a loucura e uma droga exorcisante por se pensar que os demônios não toleravam o seu cheiro. Outrora, as verrugas eram esfregadas com uma batata, que a seguir tinha de ser deitada fora. Então, à medida que o tubérculo apodrecia, acontecia o mesmo com a verruga! O Glossário Teosófico diz-nos que os antigos germanos veneravam ídolos fabricados com a raiz de mandrágora. "Daí seu nome de alrunes, derivado da palavra alemã Alraune (mandrágora). Aqueles que possuíam em sua casa uma dessas figurinhas, acreditavam-se felizes, pois elas velavam pela casa e por seus moradores, preservando-os de todo mal, e prediziam o futuro, emitindo certos sons ou vozes. O possuidor de uma mandrágora, além disso, obtinha bens e riquezas, através de sua influência".

Na literatura clássica, Shakespeare fala de seus arrepiantes chiados enquanto Maquiavel aponta para os engodos de charlatões que propagam suas virtudes maravilhosas na peça A Mandrágora. Observação mais que providencial, visto que quando a humilde batata chegou a Inglaterra era tida como afrodisíaca e vendida a mais de 500 libras o quilo. Atualmente, ela ainda é usada em doses seguras na fabricação de remédios homeopáticos.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Oráculo dos Ossos

Vou falar um pouco sobre o Oráculo Xamânico dos Ossos, ou Oráculo dos Ossos:

É considerado como sendo a forma oracular mais antiga a ser usada pelos seres humanos.

Há inclusive pinturas rupestres em África que representam homens a consultar os ossos.
Outros registos históricos chegam da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália.

História à parte, certo é que este instrumento altamente intuitivo tem vindo a ser utilizado por diversas culturas até aos dias de hoje e os resultados são deveras acertivos e diretos. Chegamos a sentir fisicamente e de uma forma intensa a energia que nos envolve ao trabalharmos com este oráculo.

Os ossos trazem em si a energia dos ancestrais e dos espíritos guia, que utilizam esta ferramenta para trazerem ao ser humano as suas mensagens, presságios, avisos e conselhos espirituais.

Mostram caminhos, tendências, mudanças, influências e perigos e permitem aceder ao passado, presente e futuro da situação proposta na leitura. Ajudam a perceber a origem da questão ou do problema a resolver.

Consultar os ossos é consultar os nossos ancestrais e as forças universais geradas no Elemento Terra.

Lembro de quando era criança, quando ia fazer caminhadas no campo ou na praia com a família, apanhava pedras, galhos, pequenos ossos, conchas e búzios e quando chegava a casa, depois de os lavar bem lavados, fazia as minhas perguntas aos espíritos guias e recebia respostas que acabavam por se concretizar. Ainda hoje se for numa caminhada e encontrar algum elemento que me chame a atenção, a minha tendência e apanhar e trabalhar com ele, juntando-o assim, ao meu Oráculo dos Ossos que está sempre em mudança.

Ler os ossos faz parte de mim e é um oráculo que comunica bastante bem comigo.

Não basta aprender a ler os ossos. É preciso ser altamente intuitivo e ter a espiritualidade conectada com esta força antiga e planetária.


"Aprendam a linguagem da Natureza, porque a Natureza mostra-vos o Caminho!"

Se quiserem ter uma consulta comigo, estou em Lisboa. Marcações através do 939315338.



Dois dos meus oráculos

quarta-feira, 19 de abril de 2017