quarta-feira, 19 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Feira medieval de Pombal 2017

Este ano e a semelhança de anos anteriores, vou estar presente nesta feira com os caçadores de dragões. Histórias, magia, lendas e brincadeiras para os pequenos caçadores de dragões, que connosco buscam sabedoria para melhor conhecer estes seres místicos e imponentes.

Convido a nos virem visitar ao castelo de pombal, para mais está aventura mágica!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

No bosque antigo busco meu poder

O poder interno elemental

Os 4 dragoes elementais

Para os antigos Bruxos e os Alquimistas, os Dragões eram seres dotados de dons mágicos, representando seres divinos, inteligentes e superiores.

Suas dimensões mágicas, os credenciam para que eles possam realizar encantos e magias a partir do domínio dos 4 elementos naturais: Terra, Fogo, Água e Ar.

Nesse sentido, dominando os 4 elementos, os Alquimistas agrupavam e identificavam os Dragões de acordo com cada elemento, tendo capacidades específicas e peculiaridades próprias que os distinguiam entre si.

O Dragão do Ar ou alado é representado pelo “mercúrio dos sábios”. Sua característica está voltado para o estado volátil, flexível, onde os seus pontos fortes estão na sua força, inteligência, agilidade de pensamento, liberdade, psique desenvolvida e elevação espiritual.

Cores simbólicas: Amarelos e dourados.

Dragão do Fogo ou ígnea, vulgarmente conhecido como “cuspidor de fogo” é representado pelo “enxofre dos sábios”. Sua característica está voltada para a calcinação, o uso da sua força radiante e da energia de autocombustão que cria e destrói. Simbolicamente, a sua injeção de labareda está associada a sua intuição e vontade espiritual. É um ser bastante espiritualizado.

Cores simbólicas: Vermelhos e cores quentes.

Dragão da Água ou aquático é representado pelo “sal harmônico”. Sua característica está voltada a sua força fluente e a dissolução da matéria. Este dragão apresenta emoções superiores, baseada na alma, onde o seu inconsciente individual é usado como força de conhecimento.

Cores Simbólicas: Azuis e verdes azulados.

Dragão da Terra ou terrestre é representado pelo “chumbo dos sábios” ou “negrume”. Sua característica está voltada para a força de coesão, a matéria e o corpo físico do alquimísta, elementos essencialmente da terra.

Cores simbólicas: Marrons e suas variações.

Os 4 elementos

Tudo que existe é uma personificação dos quatro elementos. O próprio corpo humano tem, em si, todos os elementos: terra(nossos ossos), água (sangue), ar (que respiramos) e fogo (nossa energia). Devemos aprender como mantê-los em harmonia.

Os elementos são representações de padrões de energia e, a partir de seu estudo, podemos chegar a várias conclusões e até mesmo soluções para problemas tanto básicos quanto mais complicados.

A Natureza sempre nos mostrou como atingir o equilíbrio. Vemos o nascer, o crescer e o morrer e todos os seres vivos interagindo com o ambiente onde vivem tecendo uma verdadeira teia que nos engloba todos. Com o passar das gerações, a humanidade foi se afastando cada vez mais da vida natural e se aglomerando em cidades de concreto, o que fez os humanos desligarem-se quase completamente da Natureza.

Os quatro elementos são maravilhosamente simples, mas absolutamente complexos. Vamos analisar todos os conceitos simples, pois, a partir deles, chegaremos ao complexo.

Fogo
O fogo representa o desejo, a vontade, a mudança, a purificação, a transformação, a energia da ativação que em termos, estritamente, espirituais, pode ser representado pelo poder da fé. Na magia, esse elemento é governado pelas Salamandras e tem um significado espiritual muito forte, por representar a Energia Divina. Em quase todas as religiões em que se utiliza de rituais, o fogo é utilizado como forma de representação da Luz Divina. As velas, as fogueiras são objetos que representam a força desse elemento.

Água
A água está relacionada às emoções do inconsciente, ou seja, as emoções que nutrem os nossos sonhos e ideais na vida. A água pode muito bem representar, no processo espiritual construtivo, a energia da esperança que alimenta e mantém ativa a fé ou a crença do iniciado. Na magia, esse elemento está relacionado àsUndinas e de caráter feminino, em sua essência, tem o poder de ativar a intuição e a emoção. Os espelhos mágicos dos ocultistas podem ser objetos que muito bem representam esse elemento.

Terra
A terra representa o lado visível da vida ou a manifestação concreta de todas as sementes que germinam no mundo das ideias, mediante a ação concreta do Iniciado. Esse elemento ativa nossa energia interna para a realização e para a ação de coisas concretas. Representa ainda o nosso próprio organismo e tudo o mais relacionado ao mundo material. Geralmente, em hermetismo, esse elemento pode ser representado pelo símbolo da cruz que representa a materialização da essência divina. OsGnomos são elementais que governam o elemento terra.

Ar
O ar representa o meio onde todas as ações e realizações humanas têm seu início, ou seja, o nosso mundo das ideias. Espiritualmente falando, ele representa o éter ou plano astral que, em linguagem mais moderna, pode muito bem ser chamado de psique ou inconsciente. É também o elemento representante da mente com suas frequentes transformações. O elemento ar está dessa forma, diretamente associado ao pensamento. Na magia as Fadas são seres do ar.

segunda-feira, 20 de março de 2017

A Magia dos animais no Druidismo

 Animais de Poder

Trabalhar com animais de poder é uma característica central do Xamanismo e podemos encontrar inúmeros elementos xamânicos intricados na filosofia e na prática do Druidismo.

Michael Harner, uma autoridade mundial em Xamanismo, fala do caminho xamânico como algo que se poderia definir como um método para abrir uma porta e entrar numa realidade diferente. Uma parte significativa da cerimónia e da meditação Druídicas tem como objectivo viajar até outras realidades, bem como a palavra “Druida” se relaciona com palavras que significam “carvalho” e “porta” – sendo que o símbolo da porta ou portal é central nos ensinamentos Druídicos.

Joseph Campbell, o grande mitógrafo, mostrou-nos que existe um conjunto de características que distingue a arte de um xamã. Estas incluem: a dança ritual, a posse de uma vara ou bordão, a dança extática, o uso de uma vestimenta animal, a identificação com um pássaro, veado ou touro, tornar-se senhor dos animais de caça e das iniciações e o controlo de um animal mágico ou “familiar”. Na literatura druídica, existem vestígios de possíveis danças rituais nas antigas danças folclóricas e existem numerosas referências às varas e bordões druídicos e a estados alterados de consciência ou de êxtase. Todas as restantes características mencionadas por Campbell relacionam-se com animais e todas estão presentes na tradição druídica. Já abordámos o uso de trajes animais, tais como o veado ou o pássaro. Os druidas eram muitas vezes identificados com animais: eram apelidados de víboras ou leitões, dizia-se que tinham o “conhecimento do grou, do corvo ou do pássaro” ou recebiam nomes como Mathgen, que significa Nascido-de-Urso. Os veados e os touros são particularmente importantes no Druidismo – o veado é um mensageiro do Outro Mundo, montado pelo sábio Merlin, e o touro é sagrado ao deus Taranis, o beneficente deus do céu, do trovão, do relâmpago e do carvalho. O touro tem uma presença proeminente na música sagrada do Druidismo – eram ritualisticamente usados chocalhos de bronze com forma de testículos de touro, assim como cornos de bronze, que foram encontrados um pouco por toda a Grã-Bretanha e Irlanda, que muitas vezes se assemelham a cornos de touro. Estes últimos, quando tocados com o método de respiração circular usado pelos tocadores de didgeridoo, soam como o bramir dos touros. Encontramos a imagem do “senhor dos animais de caça” na iconografia e na literatura celtas. Podem ser vistas imagens de Cernunnos ou do Senhor da Caça tanto na Grã-Bretanha como em França e a imagem avassaladora do senhor de todos os animais aparece no Mabinogion galês. Por fim, o controlo de um animal mágico ou familiar relaciona-se habitualmente com um atributo da bruxa no folclore britânico, sendo a lebre, a rã e o gato citados como os familiares mais comuns. Existem muitas ligações históricas entre o Druidismo e a Bruxaria.

O Outro Mundo Celta

Um ponto central na mundivisão druídica é a crença de que o mundo material em que vivemos corresponde apenas a um nível ou plano de existência. Por detrás e para além deste mundo fica o Outro Mundo, o mundo dos poderes e das potências, dos espíritos e das forças que nos podem guiar e ajudar, se simplesmente conseguirmos reconhecer a sua existência e aceitar a sua realidade.

Os animais, em particular, são reverenciados pela sua capacidade de estabelecer uma ponte entre estes dois mundos. Eles podem trazer-nos mensagens do Outro Mundo e agir como nossos guias nesse reino, quando nos despojamos dos nossos corpos na morte. Porque eles têm simultaneamente uma forma espiritual e uma forma física, podem ser os nossos guardiães e protectores, mesmo quando não estão fisicamente presentes. Embora cada animal tenha o seu próprio caminho para o Outro Mundo, um estudo dos animais aqui descritos neste Oráculo irá demonstrar que eles formam determinados grupos que se adequam particularmente a certas funções: alguns são mais adequados como guardiães e protectores, outros como curandeiros, guias, professores, transmutadores de forma ou familiares. Pode encontrar um guia relativo a estas diferentes categorias na página 163 d'O Oráculo Animal dos Druidas. É interessante reparar que a grande maioria destes animais são considerados sagrados à Deusa.

In "Oráculo animal dos druidas"