quarta-feira, 19 de abril de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
A Magia dos animais no Druidismo
Animais de Poder
Trabalhar com animais de poder é uma característica central do Xamanismo e podemos encontrar inúmeros elementos xamânicos intricados na filosofia e na prática do Druidismo.
Michael Harner, uma autoridade mundial em Xamanismo, fala do caminho xamânico como algo que se poderia definir como um método para abrir uma porta e entrar numa realidade diferente. Uma parte significativa da cerimónia e da meditação Druídicas tem como objectivo viajar até outras realidades, bem como a palavra “Druida” se relaciona com palavras que significam “carvalho” e “porta” – sendo que o símbolo da porta ou portal é central nos ensinamentos Druídicos.
Joseph Campbell, o grande mitógrafo, mostrou-nos que existe um conjunto de características que distingue a arte de um xamã. Estas incluem: a dança ritual, a posse de uma vara ou bordão, a dança extática, o uso de uma vestimenta animal, a identificação com um pássaro, veado ou touro, tornar-se senhor dos animais de caça e das iniciações e o controlo de um animal mágico ou “familiar”. Na literatura druídica, existem vestígios de possíveis danças rituais nas antigas danças folclóricas e existem numerosas referências às varas e bordões druídicos e a estados alterados de consciência ou de êxtase. Todas as restantes características mencionadas por Campbell relacionam-se com animais e todas estão presentes na tradição druídica. Já abordámos o uso de trajes animais, tais como o veado ou o pássaro. Os druidas eram muitas vezes identificados com animais: eram apelidados de víboras ou leitões, dizia-se que tinham o “conhecimento do grou, do corvo ou do pássaro” ou recebiam nomes como Mathgen, que significa Nascido-de-Urso. Os veados e os touros são particularmente importantes no Druidismo – o veado é um mensageiro do Outro Mundo, montado pelo sábio Merlin, e o touro é sagrado ao deus Taranis, o beneficente deus do céu, do trovão, do relâmpago e do carvalho. O touro tem uma presença proeminente na música sagrada do Druidismo – eram ritualisticamente usados chocalhos de bronze com forma de testículos de touro, assim como cornos de bronze, que foram encontrados um pouco por toda a Grã-Bretanha e Irlanda, que muitas vezes se assemelham a cornos de touro. Estes últimos, quando tocados com o método de respiração circular usado pelos tocadores de didgeridoo, soam como o bramir dos touros. Encontramos a imagem do “senhor dos animais de caça” na iconografia e na literatura celtas. Podem ser vistas imagens de Cernunnos ou do Senhor da Caça tanto na Grã-Bretanha como em França e a imagem avassaladora do senhor de todos os animais aparece no Mabinogion galês. Por fim, o controlo de um animal mágico ou familiar relaciona-se habitualmente com um atributo da bruxa no folclore britânico, sendo a lebre, a rã e o gato citados como os familiares mais comuns. Existem muitas ligações históricas entre o Druidismo e a Bruxaria.
O Outro Mundo Celta
Um ponto central na mundivisão druídica é a crença de que o mundo material em que vivemos corresponde apenas a um nível ou plano de existência. Por detrás e para além deste mundo fica o Outro Mundo, o mundo dos poderes e das potências, dos espíritos e das forças que nos podem guiar e ajudar, se simplesmente conseguirmos reconhecer a sua existência e aceitar a sua realidade.
Os animais, em particular, são reverenciados pela sua capacidade de estabelecer uma ponte entre estes dois mundos. Eles podem trazer-nos mensagens do Outro Mundo e agir como nossos guias nesse reino, quando nos despojamos dos nossos corpos na morte. Porque eles têm simultaneamente uma forma espiritual e uma forma física, podem ser os nossos guardiães e protectores, mesmo quando não estão fisicamente presentes. Embora cada animal tenha o seu próprio caminho para o Outro Mundo, um estudo dos animais aqui descritos neste Oráculo irá demonstrar que eles formam determinados grupos que se adequam particularmente a certas funções: alguns são mais adequados como guardiães e protectores, outros como curandeiros, guias, professores, transmutadores de forma ou familiares. Pode encontrar um guia relativo a estas diferentes categorias na página 163 d'O Oráculo Animal dos Druidas. É interessante reparar que a grande maioria destes animais são considerados sagrados à Deusa.
In "Oráculo animal dos druidas"
Os animais no druidismo
Enraizado no Tempo
A reverência pelos animais e a consciência de que eles são professores e guias é tão antiga como a própria humanidade. As grutas de Drachenloch, na Suíça, exibem altares com cerca de 70.000 anos dedicados ao Urso. Nas grutas de Lascaux, em França, as extraordinárias pinturas de animais e a estátua cerimonial do corpo de um urso têm mais de 19.000 anos. Os animais eram claramente o centro de uma prática religiosa desde os primórdios do tempo. Na Grã-Bretanha, num povoado mesolítico em Yorkshire, encontraram-se hastes de veado com cerca de 10.000 anos que foram adaptadas para ser ritualisticamente usadas na cabeça.
Usar peles de animais, cabeças e penas era uma forma de identificação com os mesmos, de ser esses animais por algum tempo, de partilhar dos seus poderes e de receber a inspiração divina. Na Grã-Bretanha, os nativos ainda faziam isto no séc. VII d.C. – sendo que Santo Agostinho condenou este “hábito extremamente obsceno de se vestirem como veados”. Na Irlanda, o Bardo usava o tugen – uma capa de penas feita com “peles de pássaros, brancas e multicoloridas... da cintura para baixo e com pescoços de patos bravos e cristas da cintura até ao pescoço”.
Para além de se vestirem como animais, os nossos antepassados sacrificavam-nos e enterravam-nos ritualisticamente. Qualquer relutância que se possa ter inicialmente face a este comportamento deve ser temperada com a consciência de que hoje em dia milhões de animais criados industrialmente são sacrificados diariamente sem qualquer acompanhamento ou contexto espiritual – ao passo que os sacrifícios e rituais dos nossos antepassados envolviam um pequeno número de criaturas e uma consciência profunda da dádiva que o animal estava a conceder ao ser sacrificado. Parece que os animais eram enterrados cerimonialmente como uma acção de graças nos silos de cereais subterrâneos quando estes deixavam de ser úteis e eram selados. É possível que se tenham feito rituais semelhantes com os animais que acompanhavam os mortos ou que eram enterrados em altares ou santuários.
A importância dos animais na vida religiosa dos nossos antepassados também pode ser vista no facto de quatro dos oito festivais druídicos do ano, conhecidos como Festivais de Fogo, estarem particularmente ligados à vida campestre da pastorícia e e da agricultura, e sabe-se que têm sido celebrados durante pelo menos os últimos 7.000 anos. O Imbolc, no dia 1 de Fevereiro, é o tempo do nascimento dos cordeiros, dos vitelos e das primeiras sementeiras. O Beltane, no dia 1 de Maio, assinala o início do Verão, quando os rebanhos são levados para as pastagens altas. O Lughnasadh, no dia 1 de Agosto, marca o início das colheitas e o Samhuinn, no dia 1 de Novembro, assinala o princípio do Inverno, quando os animais são trazidos até aos vales e se fazem as matanças para a carne que deve ser conservada.
In "Oráculo animal dos druidas"
Os nossos Professores Animais
Os nossos antepassados reverenciavam cada aspecto do mundo natural e consideravam cada parte deste mundo capaz de ser um aliado, um guia e um professor. O Druida de hoje é capaz de obter inspiração, direcção e assistência de cada reino do mundo natural, mas nos tempos antigos talvez isso fosse mais simples e menos incomum – havia menos “coisas” entre nós e o mundo da Natureza e a mundovisão predominante considerava
que cada parte dela estava imbuída de vida espiritual e significado. Os animais, em particular, eram reverenciados pelas suas qualidades e eram vistos como sagrados à Deusa ou aos deuses.
Diz-se que um certo número de tribos ou clãs descenderam de animais, tais como o “povo dos gatos” na Escócia e as “tribos do lobo”, assim como os “cabeças de cão”, na Irlanda. Também se diz que algumas famílias tinham antepassados animais. A foca, por exemplo, era o antepassado original de pelo menos seis famílias na Escócia e na Irlanda. A maior parte das tribos tinha os seus animais totémicos, claramente demonstrados nos seus nomes, como os Caerini e os Lugi em Sutherland (“Povo das Ovelhas” e “Povo dos Corvos”), os Epidii de Kintyre (“Povo dos Cavalos”), os Tochrad (“Povo dos Javalis”), os Taurisci (“Povo dos Touros”) e os Brannovices (“Povo dos Corvos”).
As famílias também tinham animais totémicos, visíveis nos seus nomes, nos seus brasões ou nas suas tradições familiares. Todos conhecemos sobrenomes ingleses que são claramente nomes de animais, tal como Fox (“Raposa”), e a maior parte de nós conhece o animal que está relacionado com os nomes de origem clássica, tal
como Philip, oriundo do grego e que significa “amante de cavalos”. Porém, muitos nomes em gaélico vêm directamente do reino animal e tentámos mencionar tantos quanto possível no Capítulo Dois d'O Oráculo Animal dos Druidas. Aprender que nomes como “Filho de Raposa” ou “Pequeno Lobo” eram comuns na tradição nativa britânica faz-nos sentir mais próximos dos nossos irmãos e irmãs da tradição nativa americana.
Os nossos antepassados adoravam e respeitavam os animais de tal forma que escolhiam ser enterrados com eles, para os ter como guias e companheiros no Outro Mundo. Usavam os seus ossos e os seus dentes como amuletos. Usavam as suas peles para se vestirem e fazerem os seus leitos, para fazerem os seus escudos, tambores e gaitas-de-foles. Aceitavam as suas peles, os chifres, os cascos e a carne como dádivas e faziam uso de todas as partes dos animais – até mesmo os excrementos eram por vezes utilizados para efeitos de cura. Quando caçavam, pediam permissão à Deusa, antes de se aventurarem a tirar a vida de qualquer criatura. A caça em si era considerada sagrada e tinha uma série de tabus para proteger tanto o caçador como a caça.
O elo existente entre os nossos antepassados e os animais era tão extraordinariamente rico que estes se relacionavam não só com os animais selvagens, mas também com os guardiães, guias neste mundo e no próximo, curandeiros, amigos e professores. Não é de espantar que eles os considerassem sagrados e companheiros dos deuses. Apenas nós, uma humanidade recente e bidimensional, é que vemos os animais como sendo meramente criaturas “menores”, de inteligência inferior e de pouco valor, para além do facto de servirem de alimento.
In "Oráculo animal dos druidas"
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mais um pouco sobre os Druidas

para partilhar a sua sabedoria e os seus conhecimentos.
sábado, 12 de junho de 2010
Sobre os druidas
Eles não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos construídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas mais suaves - principalmente onde houvessem antigos carvalhos - os locais das suas cerimónias. Os druidas eram parte da antiga civilização Celta, povo que se espalhava da Irlanda até vastas áreas no norte da europa ocidental, incluindo a Bretanha Maior e Menor (Inglaterra e norte da França) e parte do extremo norte da península ibérica (Portugal e Espanha).
Dominavam muito bem todas as áreas do conhecimento humano, cultivavam a música, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuiam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatónicos.
A mulher tinha um papel preponderante na cultura druídica, pois era vista como a imagem da Deusa, detentora do poder de unir o céu (o Deus, o eterno aspecto masculino) à terra (a Deusa, o eterno aspecto feminino). Assim, o mais alto posto na hierarquia sacerdotal druídica era exclusividade das mulheres. O mais alto posto masculino seria o de conselheiro e "mensageiro" dos deuses, e, entre outas denominações, recebiam o nome de Merlin.
Desde a dominação romana, a cultura druídica foi alvo de severa repressão, por isso hoje sabemos muito pouco sobre eles, apesar de o próprio Júlio César reconhecer a corajem que os druídas tinham em enfrentar a morte em defesa de sua cultura. Sabemos que eles possuiam suficente sabedoria para marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo (e eles, de facto, eram místicos), sendo reverenciados e respeitados como legítimos representantes dos deuses.
O Povo Celta, como um todo, construira-se dentro de uma tradição eminentemente oral, ou seja, não usavam a escrita para transferir os seus conhecimentos fundamentais - embora conhecessem uma forma de escrita chamada rúnica. Por isso após o domínio do cristianismo - que no início foi bem recebido pelos próprios druídas, quando o poder da Igreja de Roma ainda não era suficientemente forte e corrompido ao ponto de distorcer a mensagem básica de Jesus de tolerância e amor - perdemos muito desta maravilhosa civilização, e, juntamente, perdemos muito da história dos Druidas, e até hoje muita coisa permanece envolta em mistério:
sabemos que realmente eles existiram entre o povo Celta, porém eles não eram propriamente originários desta civilização, então de onde vieram os Druidas? Seriam eles os tão terrívies Bruxos avidamente perseguidos pelo fanatismo cego e ambiciosa da Igreja Católica Romana? Foram eles quem ajudaram o bretões a se livrarem dos saxões? Teria realmente José de Arimateia (discípulo de Jesus) encontrado abrigo entre eles?

A história dos Druidas se esconde frequentemente entre diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin e a meia-irmã de Arthur, Morgana, eram Druidas.
Na verdade quando estudamos sobre os Druidas, temos diante de nós apenas fragmentos de narrações, algumas lendas e muita oposição eclesiástica, cujo ódio aos Druidas e a todos os outros povos pagãos é forte demais para que seus textos nos sejam uma fonte confiável de informação. A sensação que temos é a de embarcar num Mundo totalmente diferente, mágico, fantástico, como se tomássemos a lendária barca que nos leva à ilha sgrada de Avalon, cercada de brumas, onde vive um povo incrível e misterioso.
Das poucas coisas que sabemos sobre eles, temos a certeza de que os Druidas acreditavam na Imortalidade da Alma, que buscaria o seu aperfeiçoamente através das vidas sucessivas (reencarnação). Eles acreditavam que o homem era o responsável pelo seu destino de acordo com os actos que livremente praticasse.
Toda a acção era livre, mas traria sempre uma consequência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Quanto mais cedo o homem despertasse para a resposabilidade que tinha nas mãos por seu próprio destino, melhor. Ele teria ainda a ajuda dos espíritos protectores e a sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida. Ele também teria a magna responsabilidade de passar os seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entender essa lei, conhecida hoje por lei do karma (que é uma denominação hindu, não druídica).
Os Druidas desapareceram paulatinamente da história à medida que crescia o domínio da Igreja de Roma. Os grandes sacerdotes druidas eram conhecidos como as serpentes da sabedoria, e, numa paródia sem graça, São Patrício ficou conhecido por ter expulso "as serpentes da Bretanha".
Mas o fascínio destas pessoas não poderia desaparecer de repente. Eles se perpetuaram nos romances dos menestreis e trovadores medievais, e sua influência se fez sentir nos vários movimentos místicos e contestatórios da Idade Média, especialmente entre os Cátaros e na Ordem dos Templários.
Fonte: site "Filhas de Avalon"
terça-feira, 4 de maio de 2010
Os druidas e o culto á Natureza

Nos tempos em que o ser humano vivia nas cavernas e dependia do "humor" da Mãe Natureza, havia respeito e sintonia com a mesma e isso fez com que se iniciasse através de observação e do que se chama "tentativa e erro", o trabalho do Homem com tudo o que ele encontrava no seu meio, para melhorar a sua qualidade de vida e aproximar a manifestação do divino da sua comunidade. Uns tinham maior "ligação" do que outros e foram esses que iniciaram o caminho pelo mundo da Magia Natural e da Medicina Popular.
Eram os curadores e os protectores da comunidade. Eram os que orientavam e aconselhavam nas caçadas e nas uniões dos clãs. Com o passar de gerações, o conhecimento aumentou e os resultados positivos eram quase sempre alcançados. Assim nasceu o xamanismo, o druidismo, etc. Existem vários nomes que definem o mesmo: a união e o trabalho em conjunto, entre o Homem e a Natureza.
Segundo historiadores, a terra de origem dos Celtas era numa região da Áustria, perto do sul da Alemanha. Dali, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa Continental e Britania. Na sua expansão, os Celtas abrangeram áreas que vão desde a a Península Ibérica, à Turquia. Em Portugal, por exemplo, ainda se podem visitar locais de culto druidico, sendo os mais famosos os agrupamentos de antas e menires, estrategicamente colocados em locais de grande concentração telúrica. Hoje a ciência que estuda esses campos e as suas manifestações, é a Radiestesia, que nos trás evidências conclusivas sobre o grande conhecimento que os povos antigos possuiam sobre o planta e os diversos campos electromagnéticos.
Os druidas ensinavam o respeito pela natureza e pela comunidade. Se a Natureza não for respeitada e cuidada pelo Homem, o Homem não será respeitado e cuidado. Tem que haver um troca equilibrada.
Também eram severos com os criminosos e a morte era muitas vezes o castigo para os mais violentos. A lei celta era rigorosa. Possivelmente foi isso que iniciou a sua perseguição pela igreja, que apesar de ser contra as praticas e as crenças do druidismo, adoptou grande parte, alterando os acontecimentos e a sua história.
Mesmo após as perseguições a que foram sujeitos, a crença e os hábitos praticados pelos druidas, ainda persiste nos dias de hoje e o culto á Natureza é praticado em todo o mundo.
É o livre-arbítrio a funcionar, mesmo contra a opressão e o tabú imposto pela sociedade moderna, que começa a despertar.
"Façam o que quiserem, desde que não prejudiquem nada, nem ninguém". Essa é a lei principal que rege o mundo da Magia Natural.
Druidiza
sábado, 1 de agosto de 2009
Sobre o Druidismo
Druidismo Matriarcal Tradicional - Tradição Lunar e Solar.
Tem a sua origem na Era Paleolítica (500.000 a.C.), tendo segmento com as culturas Celtas, na Bretanha, Irlanda, Escócia e França.É Matriarcado pela ênfase na mulher e é hereditário porque o factor de substituição é o consanguíneo e é tradicional porque segue a Tradição da Lua (mulheres) e a do Sol (homens).Indica-se desta época a construção de Stonehedge, na actual Inglaterra. As mais antigas obras de arte do período Paleolítico, eram estatuetas de uma Vénus na plenitude de formas da maternidade e maturidade na natureza feminina, feitas de osso, barro, marfim e pedra. Representavam o sagrado.
O corpo da mãe, era visto como única fonte de vida, sem conhecimento do papel do homem na concepção. Esse papel só foi entendido 3.000 antes da Era Cristã. Os ciclos menstruais da mulher, coincidiam com os ciclos lunares, e a vida se dava após um período de 9 luas. Aos homens, parecia que a mulher tinha o poder de produzir a vida, por conta própria ou por obra divina. O poder Divino era feminino.
A Grande Deusa Mãe e suas sacerdotisas eram exemplos vivos da integração de corpo, mente e espírito. Todos os antigos mitos da criação em todo o mundo descrevem a maneira do nascimento original da Terra, do céu, das plantas, dos animais e do primeiro casal humano, a partir da Deusa Mãe.
Na Índia, Kujum-Chantu; na Venezuela, Kuma; e na Grécia, Gaia; deusas primordiais criaram o mundo a partir de várias partes do seu corpo.
Tudo isto é referente às crenças antigas, mas hoje em dia, sabemos através da ciencia, que a criação não se deu tal como descrevem as antigas religiões. Eu pratico o paganismo, pela vertente druidica egipcio-céltico, que é a linhagem Alexandrina, mas as minhas crenças pessoais diferem em certos pontos, pois sou céptica em muita coisa, que só passo a aceitar como real, após por experiência pessoal ou comprovação lógica, ter constatado a veracidade dos factos.
Acredito no poder medicinal e espiritual das plantas, porque já o comprovei pessoalmente, com uma base de estudos médicos. Acredito na influencia lunar nessas mesmas propriedades e em todas as coisas, porque participei em estudos sobre o assunto, com base cientifica e com base em levantamentos estatisticos.
Gosto de estudar e pesquisar o que me chega e gosto de testar as coisas para obter resultados conclusivos e fiáveis.É bom testar e comprovar que as culturas antigas e os seus cultos, se baseavam em factos reais, comprovados pela ciencia actual. Perdemos a maior parte do conhecimento antigo, mas actualmente já vamos recuperando aos poucos esse mesmo conhecimento.
Linhagem Alexandrina - Matriarcado Egípcio-Céltico
Teve a sua origem, quando um grupo de Celtas emigrou da Bretanha (3.000 a 2.500 a.C.) para o Egipto. Ocorreu a fusão com a metafísica de Alexandria, criando uma escola iniciática, da qual participaram grandes filósofos como Platão, Aristóteles e Pitágoras.
Aqui entra o conhecimento da Magia, Astronomia, Filosofia, Esoterismo, Espiritualidade, Medicina e mais umas coisas.Esta é a minha vertente.
Caso optem por seguir alguma destas vertentes, o ideal é fazerem pesquisa séria, sobre cada uma delas e verem com qual se identificam mais... assim se deve escolher. Claro que as nossas crenças pessoais acabam por serem adicionadas á vertente escolhida. Acima de tudo somos todos "espiritos livres", representados pelo grande simbolo druidico "Awen".
Façam o que vos parecer ter sentido para a vossa lógica e acima de tudo, pratiquem o que vos fizer sentirem-se bem internamente, mas lembrem-se que a liberdade termina quando se começa a prejudicar alguém ou a nós próprios.
Tudo tem regras e leis, que devem ser respeitadas. É o caso da Lei do Retorno (causa e efeito).
Druidismo Patriarcal Francês - Patriarcado Bretão
No século XVII, com a decadência do Matriarcado, formou-se o Druidismo patriarcal, que trazia alguns preceitos cristãos. Teve origem no País de Gales e na França, e seus cultos veneravam deuses masculinos.
Druidismo Gardneriano - Wicca Moderno
Em 1945, um ex-discípulo da Golden Dawn, Gerald Gardner, ajustou a Velha Religião ao século XX. Instalou-se na Ilha de Mann e fundou a Tradição Wiccana, Wicca, cujo culto é misto.
Druidiza
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Oração dos druidas (Gweddi'r Derwydd)
Eis a oração dos druidas, na linguagem original:
Dyro, Dduw/Dduwies, dy nawdd;
ac yn nawdd, nerth;
ac yn nerth, ddeall;
ac yn neall, gwybod;
ac o wybod, gwybod yn gyfiawn;
ac o wybod yn gyfiawn ei garu;
ac o garu, caru Duw.
Duw a phob daioni.
Como é uma oração antiga e pouco conhecida, utilizada para trazer união a todos os que a escutarem ou a proferirem, optei por fazer a tradução para o português, de modo a poder partilhá-la aqui, com todos os que a quiserem utilizar, pelo bem e para o bem:
Ó Deus e Deusa, concedam-nos o vosso refúgio;
e no refúgio, a força;
e na força, a compreensão;
e na compreensão, o conhecimento;
e do conhecimento, o conhecimento do que é certo;
e do conhecimento do que é certo, o amar a tudo;
e do amar a tudo, o amor do Deus e da Deusa e de todos os deuses.
Nesta pequena oração, os druidas conseguiram descrever os principios nobres que deviam ser adoptados e praticados por todos os seres humanos:
Protecção - Cuidado e Abrigo
Força - Honra, Coragem, Lealdade e Perseverança
Compreensão - Compaixão, Empatia e Honestidade
Conhecimento - Educação, auto-consciencialização e Sabedoria
Conhecimento do que é certo - Justiça, Igualdade e Equilibrio
Amar - Amor incondicional, Protecção, Força, Compreensão, Conhecimento e Justiça.
Druidiza