quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Simbologia da Flor da Vida
Uma das formas geométricas mais interessantes, mais antigas e que atualmente é muito usada em práticas místicas e para facilitar a transmissão de ensinamentos de certos movimentos espiritualistas é a chamada Flor da Vida.
Este é o nome moderno dado à uma figura geométrica composta de vários círculos de igual diâmetro, sobrepostos de maneira padronizada, formando uma estrutura semelhante à uma flor composta, em seu núcleo, por seis pétalas simétricas. Numa cadeia infinita de círculos que formam uma teia harmoniosa dentro da qual emergem figuras geométricas sagradas para muitas tradições espirituais antigas, o centro de cada círculo está posicionado exatamente sobre a circunferência dos seis círculos que o cercam.
Muitos consideram a Flor da Vida como um dos mais importantes símbolos da geometria sagrada, pois dentro dela estariam codificadas as formas fundamentais que constituem aquilo que conhecemos como tempo e espaço. Estas formas seriam as estruturas conhecidas como a Semente da Vida, o Ovo da Vida, o Fruto da Vida e a Árvore da Vida.
A Flor da Vida é o padrão geométrico da criação e da vida, em todo lugar. Na verdade, não há nenhum conhecimento, absolutamente nenhum conhecimento no Universo que não esteja contido neste padrão da Flor da Vida. Todos os harmônicos da luz, do som e da música se encontram nessa estrutura geométrica, que existe como um padrão holográfico, definindo a forma tanto dos átomos como das galáxias. Diz-se que grandes mestres concordaram em mais uma vez revelar esta antiga sabedoria, conhecida como a Flor da Vida. Ela é um código secreto usado por muitas raças avançadas e por navegantes espaciais. O código da Flor da Vida contém toda a sabedoria similar ao código genético contido em nosso DNA.
Portanto, ela contém em si mesma as diversas etapas do desenvolvimento da vida, desde o surgimento com a Semente, sua expansão através do Ovo, sua proteção através do Fruto, a manifestação de sua beleza através da Flor e sua expressão final na Árvore, de onde nascerão as novas sementes, retomando assim o ciclo natural de expansão da natureza.
A Flor da Vida é reverenciada desde tempos imemoriais, tendo servido como elemento de construção simbólica para muitas culturas antigas e alguns dos mais ilustres sábios da humanidade. Com muito pouca pesquisa é possível encontrar a Flor da Vida em muitos templos, obras de arte e manuscritos de culturas antigas espalhados por diversas partes do mundo.
Por muito tempo se pensou que a representação mais antiga da Flor da Vida havia sido gravada nas paredes do Templo de Abidos, no Egito, um lugar sagrado dedicado à Osíris, divindade crística que representa os ciclos de vida, morte e ressurreição, tem o exemplar mais antigo até hoje, está talhada em granito e poderia representar o "Olho de Rá", um símbolo de autoridade do faraó. Contudo, o exemplar mais antigo estava num dos palácios do rei assírio Assurbanípal, e hoje pode ser encontrado no Museu do Louvre, em Paris. Está espalhada por Israel, no interior das antigas sinagogas da Galileia e de Massada, e na região do Monte Sinai. Foram encontradas em mesquitas no Oriente Médio, em antigos sítios arqueológicos romanos localizados na Turquia, bem como no Marrocos e em obras de arte italianas datadas do século XIII. Muitos templos japoneses e chineses, além da própria Cidade Proibida, ostentam diversos exemplares da Flor da Vida.
Na Índia, ela pode ser vista no Harimandir Sahib, o Templo Dourado, e nos templos localizados nas Grutas de Ajanta. Ela também foi encontrada na Bulgária, na Hungria e na Áustria, assim como no México e no Peru. Outros exemplos se podem encontrar na arte fenícia, assíria, hindu, no médio oriente e medieval. Em regiões como a Polônia e outras culturas influenciadas pelos eslavos era costume esculpir a Flor da Vida em diversos tipos de arte feita com cerâmica. Além disso, foram encontradas muitas representações esculpidas nos caibros de madeira que serviam de sustentação para os telhados das casas destes povos, como uma forma de proteção contra relâmpagos.
Um dos maiores gênios da humanidade, o renascentista italiano Leonardo da Vinci realizou estudos a respeito da Flor da Vida e de suas propriedades matemáticas. Através da Flor da Vida, Leonardo desenhou de próprio punho diversos de seus componentes geométricos, como é o caso dos cinco sólidos platônicos e da Semente da Vida.
Leonardo daVinci resumiu todo o simbolismo do Cubo de Metraton em seu famoso desenho "Homem Vitruviano". Este desenho famoso acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado.
O Homem Vitruviano é baseado numa famosa passagem do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio (donde o nome "vitruviano") na sua série de dez livros intitulados de "De Architectura", onde são descritas as proporções do corpo humano. O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV por Leonardo e os outros é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano. Das relações matemáticas encontradas na Proporção Áurea, que também podem ser observadas no mesmo desenho de daVinci, emerge mais uma vez a Flor da Vida
Assim como toda flor, a Flor da Vida nasce de uma semente, que neste caso é a Semente da Vida, uma figura geométrica formada por sete círculos dispostos segundo uma simetria hexagonal, formando um padrão composto por círculos e lentes, e que serve como componente básico estrutural da Flor da Vida.
Segundo algumas tradições judaicas e cristãs, os estágios de construção da Semente da Vida correspondem aos seis dias da Criação descritos no livro do Gênesis. E logo nas primeiras etapas desta construção podem ser encontrados outros dois símbolos religiosos antigos, que são a Vesica Piscis, símbolo do eterno feminino, e os Anéis Borromeanos, correspondentes à trindade divina.
Acrescentando seis círculos à estrutura básica da Semente da Vida, temos a forma mais elementar da Flor da Vida. Esta, por sua vez, pode ser convertida no Ovo da Vida, um símbolo composto por sete círculos tomados do desenho da Flor. O formato do Ovo da Vida é semelhante ao formato do embrião nas primeiras horas de sua criação.
Por sua vez, o Ovo da Vida é o fundamento para a formação de diversas outras figuras geométricas. Uma delas é o Cubo, um dos cinco sólidos platônicos, e outra é o Tetraedro, outro sólido platônico, um pouco mais complexo que o Cubo. De extrema importância para a mística judaica é a Estrela de Davi, outro símbolo que pode ser extraído do Ovo da Vida.
Ampliando um pouco mais o Ovo da Vida podemos extrair o Fruto da Vida, que é formado por treze círculos tomados da Flor da Vida. Muitos consideram o Fruto da Vida como a própria planta arquitetônica do universo, pois conteria os fundamentos para a estrutura de todo átomo, de toda molécula e de toda forma de vida existente.
O Fruto da Vida contém a base geométrica do Cubo de Metatron, desde o qual é possível extrair os cinco sólidos platônicos. Se o centro de cada círculo for considerado um nó, e cada nó for conectado ao outro por uma linha, haverá um total de 78 linhas formando uma espécie de cubo, que é o próprio Cubo de Metatron.
Esta figura contém em a si a projeção bidimensional de todos os corpos platônicos. Estes sólidos são, por sua vez, poliedros regulares convexos, ou seja: figuras geométricas tridimensionais simétricas, cujos ângulos e arestas mantém um valor constante e cujos lados são polígonos regulares iguais. Uma esfera inscrita, tangente a todas suas faces em seu centro; uma segunda esfera tangente a todas as aristas em seu centro e uma esfera circunscrita, que passe por todos os vértices do poliedro. Existem apenas 5 corpos platônicos: o tetraedro, o hexaedro (ou cubo), o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro.
Platão concebia o mundo como sendo constituído por quatro elementos básicos: a Terra, o Fogo, o Ar e a Água,e estabelecia uma associação mística entre estes e os sólidos. Assim, o cubo corresponde à Terra; o tetraedro,associa-se ao Fogo; o octaedro foi associado ao Ar e o icosaedro à Água. O quinto sólido, o dodecaedro, foi considerado por Platão como o símbolo do Universo, relacionando-se ao chamo Éter.
Pode-se notar facilmente que a imagem da "Árvore da Vida" da Kabbalah está contida neste conjunto de esferas. Igualmente se vê a "Estrela de David" (as diagonais do hexágono) e a "Estrela de Kepler" (ou "Merkabah",forma estelar do icosaedro, versão tridimensionalda "Estrela de David").
O Cubo de Metraton se constrói tomando como base o chamado "Fruto da Vida", ou seja: 13 circunferências tangentes e congruentes, construídas a partir de um hexágono regular. Unindo-se os centros de cada uma destas circunferências com os centros de todas as demais, obtém-se esta interessante figura formada por 78 linhas.
Seguindo o desenvolvimento natural da Semente, da Flor e do Fruto da Vida, encontramos a Árvore da Vida, um conceito presente em várias teologias e filosofias herméticas, e uma metáfora muito importante para o conjunto de ensinamentos místicos de origem judaica, conhecido como Cabala.
A ideia cabalista da Árvore da Vida é usada para compreender a natureza de Deus e a forma como ele emana seus atributos de forma a constituir todo o universo. Ela pode ser entendida como um mapa da Criação e das energias presentes nos seres humanos, e corresponde tanto biblicamente como esotericamente à Árvore da Vida mencionada no livro do Gênesis.
Na busca pela compreensão de natureza mística da origem da vida, todos estes elementos geométricos derivados da Flor da Vida podem servir como instrumento fundamental e completo. Ela pode servir como amparo didático para o entendimento do esoterismo dos números, do fluxo de desenvolvimento da energia divina através do macrocosmo e do microcosmo, bem como uma mandala através da qual certos estados míticos elevados podem ser alcançados.
No judaísmo místico, especialmente na Kabbalah, Metraton (por vezes conhecido como "Metatron") é o anjo supremo, mais poderoso até mesmo do que Miguel. Seu nome significa "Mais Próximo do Trono", conhecido como o "Príncipe do Rosto Divino", o "Anjo do Pacto", o "Rei dos Anjos" e o "Anjo da Morte", devido a sua a pesada responsabilidade de ser encarregado da "sustentação da existência do mundo".
A etimologia da palavra "Metraton" é muito incerta. Dentre as várias hipóteses que têm sido propostas a esse respeito, uma das mais interessantes é a que a faz derivar do Caldaico "mitra", que significa "chuva". Pela raiz da palavra "mitra", mantém também certa relação com a "luz". A propósito, assinalemos que a doutrina hebraica fala de um "orvalho de luz" emanado da "Árvore da Vida" pelo qual se deve operar a ressurreição dos mortos, bem como de uma "efusão de orvalho" que representa a influência celeste a comunicar-se a todos os mundos.
Tudo isso lembra singularmente o simbolismo alquímico e o Rosacruciano. Sendo assim, é possível que se creia que a semelhança com o deus "Mitra" citado no Hinduismo e no Zoroastrismo constitua uma um empréstimo do Judaísmo a doutrinas estrangeiras. É possível também ressaltar o papel atribuído à chuva em quase todas as tradições, enquanto símbolo da descida das "influências espirituais" do Céu sobre a Terra.
Círculos nas plantações (ou "crop circles" em inglês) são conjuntos de figuras geométricas desenhadas amassando campos de trigo, cevada, centeio, milho ou canola. Estas figuras são melhor observadas de um ponto mais alto, fazendo pouco sentido quando são observadas no nível do chão. A aparência geométrica e influenciada por fractais. O fenômeno já foi observado em vários países em todo o mundo, começando pela Inglaterra na década de 1970. No Brasil, tal fenômeno vem acontecendo principalmente no interior dos estados de São Paulo e Santa Catarina. A maioria destes círculos acaba repetindo padrões que nos remetem mais uma vez ao Cubo de Metraton.
Uma simplificação da Flor da Vida é um símbolo muito antigo, encontrado nos Vedas e também na civilização celta. Os celtas o utilizaram muito como elemento decorativo, presente nos frisos e demais obras de arte. O círculo simboliza o universo imanente. Símbolos como o que encontra-se no centro são chamados de "triquetras", que em Latim quer dizer "3 esquinas".
Alguns referem-se a este símbolo como sendo um símbolo de Jesus: o peixe formado por duas linhas curvas também era um símbolo dos cristão. A triquetra é formada por 3 destes "peixes", portanto. Outro aspecto interessante é que a triquetra é um símbolo unicursal ou seja, traçado continuamente, representado assim a eternidade.
Os Vedas falam de três mundos: o mundo material, o espiritual e o átmico. Na principal oração (mantra) das doutrinas védicas são cantados no início do "Gayatri" significando respectivamente os três mundos (Bhur, Bhuvah e Svahah). A Filosofia Celta referencia 3 níveis distintos de existência, mas interconectados e interpenetrados: o físico, o mental e o espiritual. Quando o Cristianismo "chegou aos Celtas", este símbolo foi utilizado para simbolizar a Trindade Cristã: Pai, Filho e Espírito Santo.
No Cubo de Metraton ainda é possível que se veja a projeção bidimensional de um tesseract (ou hipercubo). Um tesseract é uma figura tetradimensional regular composta por 8 cubos montados em 4 dimensões.
A Flor da Vida é a estrutura morfogênica da vida, Toda Vida, bem como o projeto de toda a antiga ciência, religião e arte, sendo igualmente válida hoje. De dentro da Flor da Vida surgirão os três tipos de consciência humana. O que estamos experimentando agora, o conhecido por nossos antigos parentes, e o que iremos de experimentar.
Cabe a cada um de nós buscar o conhecimento, acalmar e dominar a mente, desejos, ações, em busca de harmonização interior e expansão da consciência.
In Ponte Oculta
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Ægishjálmr
Ægishjálmr (Elmo do Terror)
O Ægishjálmr, conhecido em inglês como "Helm of Awe" e, em português, como "Elmo do Terror" é um símbolo pré-cristão utilizado pelos povos nórdicos.
Este termo não tem origem num elmo ou capacete físico mas sim numa antiga tradição mágica conhecida como Seiðr. Esta forma de Magia tradicional era praticada sobretudo por mulheres e viu-se fortemente atacada quando o Cristianismo chegou ao Norte da Europa. Muita da sua sabedoria foi perdida, chegando até nós pouco mais do que algumas práticas populares mais fortemente enraizadas e algumas referências nas sagas da mitologia escandinava. Terá sido nesta antiga tradição que o símbolo surgiu, possivelmente com mais significados do que aqueles que subsistiram até nós. Sabe-se que os antigos Vikings gravavam este símbolo entre as sobrancelhas antes de ir para uma batalha. Este gesto teria múltiplas funções, a saber:
- obter coragem e invencibilidade
- inspirar o terror no inimigo
- expandir a percepção do seu utilizador
- iludir o inimigo, causando-lhe perturbações visuais e alucinações
Algumas fontes referem que, utilizado com os devidos conhecimentos, este símbolo dotaria o seu utilizador com o poder da invisibilidade. De facto, é relatado nas sagas que o Seiðr afectava os sentidos e a mente das suas vítimas, provocando esquecimento, paranóia, alucinações, confusão e medo. É possível que os seus praticantes dominassem muito bem as técnicas da hipnose, o que explicaria todos estes efeitos. Em todo o caso, esta arte deveria estar estreitamente relacionada com o uso da visão (seja da visão física, seja da terceira visão ou chakra frontal), pois refere-se também que a bruxa seiðkona poderia ser dominada se lhe tapassem os olhos (idealmente com uma pele de cabra). Também se diz que os efeitos mágicos mais fortes seriam sempre na presença da bruxa, bastando que a vítima se afastasse da sua vista para que os efeitos começassem a passar.
Pela Idade Média, muitos das antigas práticas já estariam a caminho do esquecimento mas o uso popular deste símbolo persistiu. Os que almejavam a força e a coragem continuaram a gravá-lo entre os olhos recitando as palavras:
"Ægishjálmr eg ber milli bruna mjer!"
Ou seja, "Eu porto o Ægishjálmr entre as minhas sobrancelhas!" - uma declaração de poder, após a qual ficaria assegurada a protecção mágica e invencibilidade do seu utilizador.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Um pouco sobre o simbolismo da serpente
Alguns acreditam que a serpente personifica o mal, outros, que é forte aliada contra as forças mais poderosas que possam nos atacar. As cobras sofrem o processo da troca de pele e esse é um evento que desperta a curiosidade. Essa característica possibilita associá-la ao rejuvenescimento, algo muito desejado pelo homem em todos os tempos.
A ela está associada a imagem do Oroboro, a serpente que morde a própria cauda formando uma circunferência, símbolo da continuidade, da eternidade. Associada também à Oxumaré, Orixá da Umbanda que rege a renovação. Para saudar Oxumaré se diz: "Arroboboi!" ou "Orobobô!"
Na tradição Cristã, Satanás disfarçado de serpente, instiga a queda enganando Eva para desobedecer uma ordem de Deus. Por isso a serpente também representa tentação, demónio, e enganos.
Os simbolismos positivos da serpente podem ser vistos quando interligada com a Árvore da Vida. Representa bondade, também associada com o renascimento, com poderes curativos, regenerativos sugeridos pela mudança de sua pele. O mito da tentação da serpente no jardim do Éden, refere-se a necessidade de auto realização do homem, o princípio da individuação. É comum que seja apresentada por alguns como a representação simbólica do princípio sedutor da mulher.
No Hinduísmo, está também associada à Kundalini, energia vital e sexual situada na base da coluna e que, se despertada, pode fluir pelo corpo do homem através da espinha dorsal, em forma de uma serpente que enrolando-se, em espiral, sobe até chegar à cabeça. Como resultado, abre-se o acesso à corrente espinhal de energia, permitindo que se tenha contato com a energia da força vital, que tudo cura. Seu coração entra em contato com seu Eu Superior e a Consciência Cósmica.
No Xamanismo ela significa transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade. Como as cobras deixam para trás a sua pele, nós podemos deixar para trás as nossas ilusões e limitações, usarmos plenamente a nossa vitalidade e desejos para alcançar a totalidade.
Há muito tempo este Animal de Poder representa o emblema da força energética e da sabedoria de diversas escolas de misticismo e ocultismo do passado e da atualidade. Aparece na coroa dos faraós egípcios e demais impérios do passado, representa o Eu Inferior Oculto, que é a mente subconsciente ou inconsciente.
No Xamanismo Ancestral este Animal de Poder é um grande aliado de cura, ela é poderosa e indispensável. Ela tem a capacidade de devorar doenças comendo tumores e outros patógenos virulentos, pois o organismo da Serpente não é vulnerável às mesmas doenças que os nossos. À medida que for desenvolvendo sua relação com essa nova aliada, pergunte a ela quando o uso desse poder é indicado. É importante observar que o veneno da Serpente, embora sempre tóxico, é útil à produção de vários tipos de remédios.
A Serpente é um signo do horóscopo que confere aos seus nativos as seguintes características: fazem mistério do que pensam e sentem, mas são puro charme e parte de sua elegância inata. Apesar de, na maioria das vezes, fazer pose, a Serpente pode ser muito fria e calculista quando precisa. Mas isso não importa para ela, que tem uma moral diferente da que estamos acostumados. Para ela, "os fins justificam os meios". As pessoas nascidas sob esse signo também são muito inteligentes e intuitivas, aproveitando-se dessas qualidades para conquistar fãs fervorosos. Sua inteligência vem do seu eterno desejo de sempre saber mais, o conhecimento é o que alimenta sua alma. É uma ótima conselheira, mas não se abre com tanta facilidade. Prefere construir seu caminho silenciosamente, por entre as brechas que vão surgindo. Com isso, você ganha tempo e consegue ser mais rápida que as outras pessoas, conquistando seu espaço com eficiência.
domingo, 17 de abril de 2016
Um pouco sobre a simbologia do crânio de cabra
Viril e astuta, a cabra tem povoado a imaginação humana há milênios. Forte conotação sexual cerca a cabra – com chifres e membros eretos - transformando-a em um símbolo da potência masculina, mas também da fecundidade feminina e carinho. Como um totem animal, afiados chifres de bode simbolizam a percepção. Ele representa praticidade e estabilidade, incentivando perspectiva e equilíbrio. Ambição paciência, honestidade e determinação também são símbolos da cabra.
No zodíaco chinês, o bode e o carneiro são intercambiáveis. Sob este signo, o bode / carneiro é o símbolo da perseverança e sensibilidade. Os nascidos sob este signo são estoicos, mantendo seus sentimentos para si. Os capricornianos são elegantes e artísticos, deixam de lado o pessimismo e tentam ser menos dependentes de conforto material.
A natureza exuberante do bode tornou-o associado ao Deus grego, Pan, e seus amigos, os sátiros, parte humana, parte animal, visivelmente pronta para o sexo. Antigas estátuas de bronze representavam estas criaturas mitológicas em todo o seu esplendor masculino. Outras perspectivas gregas mostravam a cabra como uma mãe generosa – pois amamentou o bebê Zeus. A cabra foi chamado Amalthea, e seu chifre ficou conhecido como o "cornucópia". Capricórnio é a constelação do bode, o bem-amado pelo Zeus infantil.
O bode também representa uma natureza destrutiva. Ele foi uma das três criaturas - leão, serpente, cabra - que, juntos, constituíram a entidade cuspidora de fogo, Quimera, na mitologia grega antiga.
A cabra é mais impressionante no inverno - época de acasalamento - e sua imagem aparece na arte yuletide escandinava e rituais folclóricos. Na mitologia hindu, a Mãe Natureza é descrita como uma cabra. Além disso, Kali, a deusa da destruição, às vezes é retratada como um bode preto. Hoje, o ritual de sacrifício do bode para Kali ainda é praticado em partes da Índia.
Nem todas as culturas apreciam a virilidade do bode, os hebreus, por exemplo, achavam que era uma criatura lasciva. O cristianismo também passou a ver as travessuras da cabra como negativas, transformando-a em um símbolo da luxúria e da impureza. Com o tempo, o animal foi associado a Satanás, talvez devido à sua tendência para devorar e, assim, destruir quase tudo, confirmando sua reputação como um dispositivo do Diabo. De fato, um pentagrama de cabeça para baixo foi pensado para ser a marca de Satanás ou o diabo porque a sua forma é tão parecida com uma cabeça de cabra, os cinco pontos que representam as orelhas, chifres e focinho. A mais de 5.000 anos atrás, as imagens da cabra da montanha apareceram na cerâmica no Irã. Diz-se que o chifre do bode foi a lua crescente. Era um animal relacionado à força e segurança, que representa o elemento benéfico da natureza. Ele era também um símbolo de chuva. No paganismo antigo, o crânio de cabra era utilizado no altar em encontros e festividades ritualísticas ligadas ao deus cornudo.
sábado, 26 de março de 2016
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A Triskelion celta
- Acção;
- Ciclo;
- Progresso;
- Revolução;
- Competição;
- Seguir em frente.
- Espirito, mente e corpo;
- Mãe, pai e filho;
- Passado, presente e futuro;
- Poder, intelecto e amor;
- Criação, preservação e destruição;
- A vida, a morte e o renascimento;
- A virgem, a mãe e a ansiã.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Pentáculo da Saúde
Pentáculo da Protecção

Pentáculo do Dinheiro
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A Estrela de cinco pontas ou Pentagrama
Poderoso símbolo mágico, muito utilizado desde a antiguidade, simboliza o Homem, os reinos da Natureza e os seus elementos e simboliza também os cinco sentido do ser humano.Tetragramaton ou Pentagrama esotérico

quarta-feira, 29 de julho de 2009
As Runas como amuletos

Estes amuletos de poder eram usados em fios, para uso pessoal, ou eram pendurados nas casas, nos celeiros e nos barcos.
Segue uma lista das suas propriedades misticas como amuletos, que os leitores poderão utilizar para confeccionarem os próprios amuletos, tendo em conta as necessidades específicas de cada um. Espero que vos seja útil.
FEOH (fehu)
Signo: De 06 a 20 de Abril
Como amuleto: Reforça os poderes psíquicos; serve como canal de transferência ou projeção de poder; captação dos poderes dos astros para a esfera pessoal; promove a evolução pessoal e social e o aumento dos bens.
UR (uruz)
Signo: De 21 de Abril a 06 de Maio
Como amuleto: Serve para formar e moldar circunstâncias criativamente através da vontade e da inspiração; cura e manutenção da boa saúde física e mental; proporciona situações afortunadas (muito usada como talismã); indução das correntes magnéticas da Terra (as "Veias do Dragão"); realização da causalidade; conhecimento e compreensão do Self.
THORN (Thurisaz)
Signo: De 07 a 21 de Maio
Como amuleto: Defesa activa; destruição dos inimigos; maldição; o despertar da vontade de agir; preparo para a geração em todos os sentidos; magia para o amor; conhecimento da divisão e da unidade de todas as coisas.
ANSUR (ansuz)
Signo: De 22 de Maio a 06 de Junho
Como amuleto: Aumento dos poderes mágicos activos e passivos; desenvolvimento das habilidades clarividentes, do dom da palavra magnética e convincente, do poder de sugestão e hipnose; aquisição de conhecimento criativo; inspiração e êxtase; comunicação divina; afastamento da morte e do temor.
RAD (Raido)
Signo: De 07 a 21 de Junho
Como amuleto: Fortalece as habilidades rituais e a sua experiência; acesso ao aviso interior; aumenta a consciência de processos naturais; actua na combinação de ritmos pessoais (internos) e externos); obtenção de justiça de acordo com o direito.
KEN (kano)
Signo: De 22 de Junho a 07 de Julho
Como amuleto: Reforço das habilidades em todos os campos; inspiração criativa; maior polarização como instrumento de operações mágicas; operações de regeneração e cura; trabalho para o amor (principalmente sexual).
GEOFU (Geibo)
Signo: De 08 a 22 de Julho
Como amuleto: Magia sexual; iniciacão mágica sexual; união mística; aumento dos poderes mágicos; harmonia entre irmãos e amantes; influência mágica nos mundos humano e Divino; aquisição de sabedoria.
WINN (Wunjo)
Signo: De 23 de Julho a 07 de Agosto
Como amuleto: Reforça laços e coesões; invocação de amizade e harmonia; afasta a alienação; felicidade e bem-estar, relacionamento de laços e multiplicidade de relacionamentos de todos os tipos; "acabamento" em rituais que envolvem runas de significado específico, reforçando-os.
HAGALL (Hagalaz)
Signo: De 08 a 22 de Agosto
Como amuleto: Integração e balanço (equilíbrio) de poder; experiência e sabedoria mística; protecção.
NIED (Nauthiz)
Signo: De 23 de Agosto a 07 de Setembro
Como amuleto: Superação da angústia; desenvolvimento da vontade mágica; desenvolvimento de poderes espirituais; uso da força da resistência sobre a vontade com propósitos mágicos; inspiração; elimina o ódio e as disputas; ajuda a criar uma necessidade de ordem; protecção; adivinhação.
IS (Isa)
Signo: De 08 a 22 de Setembro
Como amuleto: Desenvolvimento da concentração e da vontade; contracção, redução, paragem das forças dinâmicas não desejadas; integração do Ego com o sistema multi-universal equilibrado; poder de controlo sobre outras criaturas.
JARA (Jera)
Signo: De 23 de Setembro a 07 de Outubro
Como amuleto: Fertilidade; criatividade; paz e harmonia; iluminação; realização do mistério da circunferência omnipresente (a totalidade de um ciclo); trazer outros conceitos a uma realização material.
Yr (eihwaz)
Signo: De 08 a 22 de Outubro
Como amuleto: Iniciação à sabedoria da Árvore do Mundo; realização do mistério da vida e da morte, libertando o indivíduo do medo da morte; desenvolvimento da resistência espiritual e da força de vontade; criatividade e visão espiritual; protecção de forças prejudiciais; aumento geral do poder pessoal; memória de vidas passadas na corrente ancestral.
PEORTH (perth)
Signo: De 23 de Outubro a 7 de Novembro
Como amuleto: adivinhação; a colocação das forças rúnicas na corrente da lei nórdica; desenvolvimento de ideias e eventos como acto mágico.
EOLH (algiz)
Signo: De 08 a 22 de Novembro
Como amuleto: Protecção; defesa; comunicação mística ou religiosa com seres não-humanos; comunicação com outros mundos e com as fontes Cósmicas; fortalecimento da sorte e da força vital.
SIGEL (Sowelu)
Signo: De 23 de Novembro a 07 de Dezembro
Como amuleto: Fortalecimento dos centros psíquicos; aumento da vontade espiritual; orientação pelo caminho; iluminação; vitória e sucesso através da vontade própria.
TIR (Teiwaz)
Signo: De 08 a 22 de Dezembro
Como amuleto: A obtenção da justa vitória e sucesso; desenvolvimento da vontade espiritual; desenvolvimento do poder do auto-sacrifício positivo; desenvolvimento da fé na magia e na religião.
BEORC (Berkana)
Signo: De 23 de Dezembro a 05 de Janeiro
Como amuleto: Renascimento espiritual; fortalecimento dos poderes do segredo; trabalho de encobrimento e protecção; contenção e manutenção de outros poderes; realização da unidade, da harmonia do momento como mãe de todas as coisas; traz ideias no processo criativo.
EOH (Eihwaz)
Signo: De 6 a 20 de Janeiro
Como amuleto: Simplificação da viagem da alma através dos mundos e projecção da alma; realização da unidade fundamental do complexo psicossomático; concede fé e lealdade; fonte de conhecimento profético; projecção do poder mágico; rapidez e velocidade em todos os aspectos.
MANN (Mannaz)
Signo: De 21 de Janeiro a 04 de Fevereiro
Como amuleto: Realização da Estrutura Divina na humanidade; aumento da inteligência, da memória e dos poderes da mente; equilíbrio dos pólos da personalidade; abertura da terceira visão.
LAGU (Laguz)
Signo: De 05 a 19 de Fevereiro
Como amuleto: Orientação em testes iniciatórios difíceis; aumento de vitalidade e força de vida; recolha e reunião de poder mágico amorfo para a formação e estruturação pela vontade; aumento do magnetismo; desenvolvimento da segunda visão.
ING ( Inguz)
Signo: De 20 de Fevereiro a 06 de Março
Como amuleto: Armazenamento e contenção de poder para uso ritual; rituais de fertilidade; meditação passiva; centralização da energia e do pensamento; súbita libertação de energia.
DAEG (Dagaz)
Signo: De 07 a 21 de Março
Como amuleto: Atingir o momento místico através do acesso ao segredo do Paradoxo Odínico; recepção da inspiração mística.
OTHEL (Othila)
Signo: De 22 de Março a 05 de Abril
Como amuleto: Manter a ordem entre companheiros; concentração em interesses comuns em casa, na família e na sociedade; passagem de egocentricidade para clanocentricidade (relativo ao clã); recepção de Poder Divino e sabedoria de gerações passadas; aquisição de riqueza e de prosperidade.
WYRD (Odin)
Signo: Não tem
Como amuleto: Trabalha a lei cósmica e o Karma; faz com que o efeito do Karma não seja tão pesado e sofredor na altura de ser cobrado; atenua; transmutador.
Druidiza
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Awen: Espirito livre
Awen é um "glifo" com 3 linhas verticais, ou raios, que convergem no seu ápice, coroados por 3 pontos. Na linguagem celta, Awen significa “inspiração” e refere-se á iluminação espiritual.
Os 3 raios do Awen também simbolizam a harmonia dos opostos. O raio da direita é a energia masculina, o da esquerda é a energia feminina e o do meio é a energia de ambos, harmoniosamente equilibrada.
Os 3 pontos simbolizam o divino e o Cosmos e os 3 círculos que envolvem todo o conjunto, simbolizam o Todo, o Universo.
Awen também simboliza o “espírito livre” e a liberdade.
Os druidas eram e ainda são conhecidos pela sua espiritualidade e este simbolo trás em si, tudo o que a compõe.
A Natureza pode exemplificar visualmente o que pretendo dizer com estas palavras. Vejam esta fotografia:

Nela podemos ver os raios do Sol a brilharem por entre as árvores da floresta. Vejam agora o simbolo Awen e comparem as semelhanças:
Conseguem compreender porque Awen significa "Espirito livre"? Awen é subtil, dinâmico, ultrapassando todos os obstáculos físicos e espirituais, sem chocar com eles.
Dito isto, aproveito também este artigo, para vos deixar aqui os "Sete dons do druidismo", que sei que vos ajudarão a entender a filosofia do Druida e da Druidiza:
Os 7 dons do druidismo
A Filosofia, que nos diz que toda a vida é sagrada e que todos temos um papel na grande rede da Criação.
O contacto com a Natureza. As oito celebrações da Roda do Ano ajudam a sintonizarmo-nos com o ciclo natural e ajuda-nos a estruturar a nossa vida ao longo do ano, além de desenvolver em nós, o senso de comunidade relativamente a todos os seres vivos.
A Cura, com práticas espirituais, que promovem a saúde e o rejuvenescimento, utilizando técnicas espirituais e fisicas, mas de uma maneira holistica, para manter a saúde e a longevidade.
A Vida, como sendo uma jornada com rituais de passagem, como a benção e o baptismo enquanto crianças, o casamento, a maternidade e paternidade, a morte e tudo o que envolva iniciações.
A abertura para outras realidades, com técnicas próprias para explorar outros estados de consciencia, outras realidades e outros mundos.
O Potencial. A caminhada para o auto-desenvolvimento, que incentiva o nosso potencial criativo, e ajuda a desenvolver as nossas capacidades psiquicas e intuitivas, além de potencializar o nosso crescimento intelectual e espiritual.
A Magia, que nos ensina a trazer para o plano fisico, as ideias e intenções. É a arte de descobrir, amadurecer e aprender a usar o poder da inspiração espiritual, conhecido também por Awen.
Druidiza


