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segunda-feira, 20 de março de 2017

Ostara, a Luz da Terra

Ostara marca a chegada da Primavera, da Vida, da Luz...

Em galês este festival é conhecido como Alban Eilir ou a Luz da Terra, representa cura e regeneração com as bênçãos dos campos e das sementes. É quando o dia e a noite se tornam iguais, portanto, uma data de equilíbrio e reflexão interior. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de março.

Os dias escuros agora se vão e a Terra está pronta para ser adubada, dando início ao plantio, tanto físico como espiritual. Portanto, é um período de grande atividade e concentração de energia, a fim de assegurar um bom amadurecimento dos frutos recém plantados. Época de transição e de transformações.

No ápice do Equinócio da Primavera podemos homenagear a Deusa lusitana Atégina (cujo nome significa renascimento) ou Cernunnos, o Deus da fertilidade e da abundância. A Páscoa cristã surgiu através de um antigo festival dedicado à Deusa germânica Eostre, cujo o símbolo era o coelho. Os eslavos, por exemplo, pintam os ovos coloridos para atrair fartura. É a renovação da terra!

Lembrando que não se trata de um sincretismo entre mitologias, nem um incentivo à mistura de panteões, mas um esclarecimento sobre o festival e as suas semelhanças.

Nessa época costuma-se abençoar a terra, colocando-se ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade dos sonhos e o renascer das esperanças. Os ovos podem ser pintados crus ou cozidos, com símbolos celtas e depois enterrados ou comidos, enquanto mentalizamos nossos pedidos e desejos.

Fase ideal para harmonizarmo-nos interiormente no amor, na profissão ou em todas as áreas da vida. Aproveite para meditar próximo aos campos verdes e floridos!

A lenda do Coelho da Páscoa

O ovo simboliza a fertilidade da Deusa e do Deus, o símbolo de toda a criação. Ao decorá-los, estamos a carrega-los como objetos mágicos, de acordo com as cores que utilizarmos. É uma Tradição também esconder os ovos, e achá-los simboliza que a pessoa alcançará as suas metas. Outro simbolismo é o coelho da Páscoa. Muitos nem sequer percebem que o coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para gestarem e darem à luz os filhotes, e 28 dias é o ciclo de uma lunação.

Além disso, a lenda do coelho da Páscoa tem uma estreita relação com a Deusa Eostre, na qual um gentil coelhinho pedia favores a Deusa e em troca punha ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles. Segundo a lenda, Eostre ficou maravilhada com a beleza dos ovos e ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse partilhar de tamanha beleza e alegria. Assim, o coelho começou a viajar por todo o mundo na época do Equinócio da Primavera, presenteando a todos com os seus ovos decorados.

Correspondências de Ostara

– Cores – verde, amarelo, branco;
– Deuses – Deuses jovens e da fertilidade e a Deusa, no seu aspecto de Virgem da Primavera;
– Ervas – tanchagem, lavanda, manjerona, alecrim, lilás, violetas, limão, bálsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, salgueiro, açafrão, narciso, junquilho, tulipa, cravos, verbena;
– Pedras – quartzo branco, quartzo rosa, ágata, lápis-lazúli, amazonita, citrino.

Pessoalmente gosto de usar flores de Jasmin, Amor Perfeito, Camomila e Lavanda, pois criam uma energia aberta e luminosa. Podem usar flores amarelas ou fazer uma mistura de várias flores silvestres da epoca.

Atividades

– Caminhar pelo campo para colher flores. Enfeitar toda a casa com elas.
– Celebrar a Natureza fazendo uma oferenda aos elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
– Plantar uma árvore ou flores.
– Fazer um jardim.
– Colorir ovos e enfeitá-los com símbolos de fertilidade.
– Levar um buquê de flores a uma nascente em homenagem ao Espírito da Primavera.

Comidas e Bebidas

– Ovos;
– Cremes;
– Pães;
– Saladas;
– Bolos de mel;
– Vinho;
– Ponche;
– Leite e iogurte.

Bem vinda Primavera e que contigo tragas concretizações, abundância, luz, saúde e novos começos.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ritual de Beltane

Extraído do livro Brumas do Tempo

Para celebrarmos Beltane, sugerimos um ritual que poderá ser feito individualmente ou em grupo. Uma sugestão baseada no Druidismo com ênfase no Reconstrucionismo Celta.
Prepare o local onde será realizado o ritual. A música com inspiração celta, é muito bem-vinda. Coloque tudo que irá precisar por perto: 2 velas brancas e uma verde, incensos, flores, vinho tinto, papel e caneta, oráculos (cartas ou runas), 1 maçã, fósforos, fitilhos coloridos de cetim.

Em seguida, no centro do Circulo Sagrado, cruze os céus, dizendo:

“De Norte a Sul, de Leste a Oeste… Iniciamos nossa jornada, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar. O Céu que se estende acima de nós, o Mar que nos rodeia e a Terra que se estende sobre nossos pés. Estamos aqui reunidos para homenagearmos os Deuses, os antepassados e os espíritos da natureza, pedindo que nos abençoem e reacendam o calor e o amor do mundo, através dos ritos de Beltane.”

Comece o ritual honrando a Mãe Terra e em seguida faça uma oferenda, que poderá ser um alimento, fruta, bebida, flores ou uma poesia. Coloque suas mãos no chão e diga:

Mãe Terra
“Percebo o seu toque no vento
Provo o seu néctar no ar
Vejo seu fôlego na ondulação do mar
Sinto seu perfume nas árvores e no solo
Ouça a sua voz na pedra e na rocha
Acendo o fogo sagrado na vela e na tocha
Para as forças da natureza honrar
E as bênçãos da Mãe Terra celebrar!”
Aceitai agora a nossa gratidão!
Coloque a oferenda na frente do caldeirão da terra. Sugestão: maçã.
Unindo-se ao Bosque Sagrado
“Que a Voz do Fogo da Sabedoria,
Guie-nos no caminho da Verdade
Que a Voz do Poço da Inspiração
Guie-nos no caminho da Renovação
Que a Voz do Bosque Sagrado
Guie-nos nesse caminho abençoado.”

Declaração do Propósito

“Assim como os antigos fizeram antes de nós, vamos agora fazer e assim os nossos descendentes também o farão. Reunimo-nos no Bosque Sagrado para celebrar o Festival de Beltane e dar boas-vindas ao verão, que se aproxima. A água como o fogo, regenera e revitaliza a nossa existência, aumentando o poder da vida e da criação, dando-nos prosperidade e abundância, curando o passado e abençoando-nos com o presente. Este ritual é dedicado aos Deuses: Bilé, Dana e Manannán Mac Lir.”

Estabelecendo contato com o caldeirão do centro (o Céu)

“Acendo o fogo sagrado na sabedoria, no amor e no poder.
Fogo sagrado, que queima dentro de nós, venha agora nos fortalecer.”
Acenda a vela branca dentro do caldeirão e diga:
“Salve os Fogos de Bilé, que uma nova chama se acenda dentro de nós para que o poder da vida possamos sustentar, neste novo ciclo que agora se inicia.”
Estabelecendo contato com o caldeirão da esquerda (o Mar)
”Nas profundidades fluem as águas sagradas da cura do verão.
As águas sagradas que fluem dentro de nós e promovem a renovação.”

Pegue o galho de alecrim, dentro do caldeirão, aspergindo a água nas pessoas presentes no ritual e diga:

“Salve Senhora da Fonte Sagrada, que as bênçãos da cura possam estar entre nós e dentro de nós.”

Estabelecendo contato com o caldeirão da direita (a Terra)

“Das profundezas às alturas, mede a árvore do mundo com sabedoria.
Árvore sagrada que cresce dentro de nós e nos abençoa com amor e alegria.”

Pausa para meditação, levando-se em consideração quais os objetivos a serem alcançados no ritual.

Em seguida, queime os galhos sagrados dentro do caldeirão, escreva seu nome e de todos os participantes, coloque tudo para queimar e assim conectar-se às novas energias. Diga:

“Conectando-nos ao submundo no saber dos Antigos e no mundo superior ao poder dos Deuses, pedimos uma orientação para seguirmos adiante em nossa caminhada.”

Feito isso, é hora de receber uma mensagem dos oráculos. Sugestão: runas ou ogham.

Abrindo os portais entre os mundos

“Manannán Mac Lir, Senhor do Portal, você que vai além das fronteiras do Bosque Sagrado, guiai-nos através das brumas até o limiar entre os mundos. Honramos o povo nobre do Outro Mundo, seres brilhantes do Sídhe (Shee) e oferecemos nossa sincera reverência, pedindo sua proteção nos caminhos ocultos. Para a paz e a harmonia dos mundos, aceitai a nossa gratidão!”

Faça uma oferenda ao povo nobre do Sídhe. Sugestão: flores vermelhas ou coloridas.
Obs: a oferenda ao “povo nobre” também pode ser um “Bannock”, um pãozinho ou bolinho feito de aveia, farinha e leite. Este é um antigo costume que remonta aos nossos ancestrais celtas. Historicamente, os “bannocks” foram usados em rituais para marcar as mudanças de estações.

Honrando as Três Famílias

“Neste altar sagrado, pelas bênçãos dos Deuses, dos antepassados e dos espíritos da natureza, celebramos os Fogos de Beltane, dando início à parte clara no ano com a proximidade do verão. Venham conosco celebrar a vida com alegria e muito amor, sejam todos bem-vindos… Fàilte!”

Faça uma oferenda às Três Famílias. Sugestão: vinho tinto.

As Bênçãos dos Fogos

“Encontramos-nos cheios do poder dos Deuses e agora vamos trabalhar a magia dos Fogos de Beltane, para trazer-nos sorte no próximo verão. Que os fogos purifiquem nossos corpos, mentes e espíritos, auxiliando-nos a cultivar a paixão e a mantermos sempre uma atitude positiva perante a vida.”

Acenda as duas velas brancas, que foram colocados na entrada do Bosque Sagrado, com o fogo da vela principal que está no meio (Reino do Céu). E diga:

“Na presença dos poderosos, que os fogos da magia,
Aumentem à medida que o calor do sol do verão aumentar
Dando-nos força, luz e sabedoria!
Antes de deixarmos o Bosque Sagrado, passaremos entre os dois fogos da purificação.
E que eles possam queimar em nós os detritos acumulados no inverno,
Renovando-nos a alma e o coração!”

Feito isso, cada participante passará por entre os fogos, permanecendo em pé por alguns minutos entre as chamas, visualizando que elas crescem até o alto de sua cabeça, promovendo a purificação.”

Em seguida, retorne ao seu lugar para finalizarmos o ritual.

Agradecendo e fechando as portas – término do rito

Assim como iniciamos, terminaremos esse rito… É tempo de partir e retornar ao Outro Mundo. Agradecemos às bênçãos do fogo, às três famílias – aos Deuses, aos antepassados e aos espíritos da natureza – que junto ao Sídhe protegeram-nos em nossa jornada, assim como à Mãe Terra que nos apoiou. Pelos reinos do Céu, da Terra e do Mar, os portais do Outro Mundo agora serão fechados… Slán!

Beltane

Hemisfério Norte: 1 de Maio
Hemisfério Sul: 31 de Outubro

Beltane é o Sabbath da fertilidade, em que se celebra o casamento dos Deuses. As fogueiras de Novembro são acesas, e os postes de Novembro levantado. É uma festa alegre, em que as mulheres usam coroas de flores e todos dançam ao redor das fogueiras. Agradecemos pelo fim da metade escura do ano, e pelo início da época da luz. Abrimos nosso coração para a comunidade, e nossas vidas voltam-se para a mesma. O mundo já pertence ao Deus Sol, e a metade Luz do ano tem início. Esse foi um dos primeiro feriados a ser destruído pelos Cristãos, que viam nas celebrações sexuais somente o pecado, e as entendiam como ofensa a seu Deus.

Talvez os padres não soubessem que o amor sob vontade é o maior dos rituais, a mais grandiosa das celebrações à vida, à alegria, à Natureza e portanto aos DEUSES!!! Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada “Rainha de Maio”.

Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de “pular a fogueira” nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Deve-se ter o maior cuidado para evitar acidentes! Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses.

COMEMORANDO O BELTANE

Se possível celebre o Beltane num bosque ou próximo a uma árvore viva. Caso não seja possível, traga uma pequena árvore para o círculo, de preferência envasada; pode ser qualquer tipo. Crie uma pequena oferenda ou amuleto para Honrar o casamento da Deusa e do Deus para pendurar na árvore. Pode fazer vários deles se quiser. Tais oferendas podem ser saquinhos cheios com flores perfumadas, colares de contas, entalhes, guirlandas de flores – o que seu talento e sua imaginação permitirem. Arrume o altar, acenda as velas e o incenso, abra o círculo, invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do Altar, diga, com as mãos erguidas: Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra; Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas, Eu celebro sua união enquanto a natureza se alegra num ruidoso Banho de cor e vida. Aceitem meu presente, Deusa mãe e Deus pai Em honra à sua união. Coloque as oferendas na árvore. De sua união surgirá a vida renovada; Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a terra, e os ventos soprarão puros e doces. Ó antigos, eu celebro com Vocês!! Pratique magia a seguir, se necessário. Celebre um Banquete simples. O círculo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS DO BELTANE

Amêndoa. Angélica, Freixo, Margarida, olíbano, Hera, Mal-me-quer.

COMIDAS TÍPICAS DO BELTANE

Alimentos vindos ou derivados do Leite, Creme de cravo-de-defunto, Sorvetes de baunilha, bolos de aveia.

Morgaine Argante de Gorlois

“Um dia A Senhora olhou para o caçador e disse:
– Caçador, eis aqui a sua caça!
– Caça, corra que lá vem o caçador!”

Também conhecido como Dia 1o de Maio, Dia da Cruz, Rudemas e Walpurgisnacht, o Sabbat Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra “fertilidade” significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.

Beltane celebra também o retorno do sol (ou Deus Sol), e é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original. é baseado na Floralia, um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do deus Hades da mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas.

No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a “morte” do Inverno, o “nascimento” da Primavera e o começo da estação do plantio. Beltane inicia-se, acendendo-se, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua na véspera de 1o de Maio para iluminar o caminho para o Verão. Realiza-se o ritual do Sabbat em honra à Deusa e ao Deus, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos elementais, e os membros do Coven dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em torno do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus. A alegria e o divertimento costumam estender-se até as primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1o, o orvalho da manhã é coletado das flores e da grama para ser usado em poções místicas de boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane. Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito do Sabbat. Antes da cerimômia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de “bruxo de Beltane”, e tornava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.

Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles na fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores.

Incensos: olíbano, lilás e rosa.

Cores das velas: verde escuro.

Pedras preciosas sagradas: esmeralda, cornalina laranja, safira, quartzo rosa.

Ervas ritualísticas tradicionais: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cinco-folhas, margarida, olíbano, espinheiro, hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz satyrion, aspérula e primaveras amarelas

sábado, 26 de março de 2016

Ostara: O tempo da Luz chegou e a longa noite terminou...

Em galês este festival é conhecido como Alban Eilir ou a Luz da Terra, representa cura e regeneração com as bênçãos dos campos e das sementes. É quando o dia e a noite se tornam iguais, portanto, uma data de equilíbrio e reflexão interior. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de março.

Os dias escuros agora se vão e a Terra está pronta para ser adubada, dando início ao plantio, tanto físico como espiritual. Portanto, é um período de grande atividade e concentração de energia, a fim de assegurar um bom amadurecimento dos frutos recém plantados. Época de transição e de transformações.

No ápice do Equinócio da Primavera podemos homenagear a Deusa lusitana Atégina (cujo nome significa renascimento) ou Cernunnos, o Deus da fertilidade e da abundância. A Páscoa cristã surgiu através de um antigo festival dedicado à Deusa germânica Eostre, cujo o símbolo era o coelho. Os eslavos, por exemplo, pintam os ovos coloridos para atrair fartura. É a renovação da terra!

Lembrando que não se trata de um sincretismo entre mitologias, nem um incentivo à mistura de panteões, mas um esclarecimento sobre o festival e as suas semelhanças.

Nessa época costuma-se abençoar a terra, colocando-se ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade dos sonhos e o renascer das esperanças. Os ovos podem ser pintados crus ou cozidos, com símbolos celtas e depois enterrados ou comidos, enquanto mentalizamos nossos pedidos e desejos.

Fase ideal para harmonizarmo-nos interiormente no amor, na profissão ou em todas as áreas da vida. Aproveite para meditar próximo aos campos verdes.

Bem vinda Primavera e que contigo tragas concretizações, abundância, luz, saúde e novos começos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Imbolc está à porta...

Sendo um dos festivais do Fogo, os povos nórdicos "enterravam" a negatividade e as agruras do Inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas, purificavando a terra com salpicos de sal e de cinzas, atraindo começos e novas oportunidades.

É nesta época que as sementes começam a ganhar vida e a Natureza começa a querer despertar. Formulam-se novos planos, iniciam-se novos projectos, fazem-se rituais de cura e de purificação e iniciações espirituais.

O dia de Imbolc é dedicado à Deusa Brigid, antiga deusa celta do Fogo, da Inspiração, da Arte e da Vida. É o dia que trás a vitória da Luz sobre as Trevas.

Caso queiram decorar o altar para este dia, como eu, aqui ficam algumas correspondencias que podem aplicar:

Cores: vermelho, laranja, branco.

Deuses: a Deusa, no seu aspecto de Virgem e de fertilizadora, e o Deus, no seu aspecto de fertilizador, jovem e menino.

Ervas: angélica, benjoim, sálvia branca, calêndula, limão, manjericão, rosas, violeta, mirra, bálsamo, sangue-de-dragão, baunilha e flores vermelhas e amarelas.

Pedras: quartzo branco, citrino, turmalina amarela, turmalina verde, quartzo rosa, hematita, rubi, granada, zircônia vermelha, pérolas, coral, ágata vermelha, topázio.

domingo, 30 de outubro de 2011

Samhain

Samhain (pronuncia-se Sou-ein), festejado a 31 de outubro no hemisfério Norte e a 1º de maio no hemisfério Sul, é o Ano-Novo dos Bruxos. Esse dia sagrado é conhecido por inúmeros nomes. Para muitos, talvez, o mais conhecido seja Halloween. Para os bruxos, é a festa na qual se honra os ancestrais e aqueles que já tenham partido para o País de Verão.

Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contato com os ancestrais torna-se mais fácil. É também o momento tradicional para celebrar a última das colheitas e se preparar para o Verão.

O poder de magia pode ser sentido no ar, nessa noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.

Samhain ocorre no pico do Outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala nesse período do ano devido ao frio vindouro. Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.

Samhain é a noite em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta a sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está no seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. Para os Antigos Celtas, esse dia sagrado dividida o ano em duas estações, Inverno e Verão. Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos.

É o dia ideal para honrar os mortos, pois nele os véus que separam os mundos estão mais finos. Aqueles que morreram no ano passado e aqueles que estão reencarnando passam através dos véus e portais nesse dia. Os Portões das Sidhe estão abertos e nem humanos nem fadas precisam de senhas para entrar e sair.

Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.

Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).

Samhain é o tempo de lembrarmos com amor aqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. Toda a família, ou grupo, se reúne para reverenciar os que já partiram. É muito comum nesse Sabbat se realizar uma ceia em silêncio, conectando-se com aqueles que já cruzaram os portais dos mundos. É tradicional também deixar um lugar à mesa para os ancestrais e lhes servir pratos como se eles estivessem presentes à ceia.

Para aqueles que não têm família para festejar e celebrar seus ancestrais, alimentos geralmente são deixados do lado de fora de casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.

É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.

De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).

Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.

Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.

Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril de água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a casar no próximo ano.

Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as "descansar" durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.

Sem sombra de dúvida a prática mais famosa do Samhain é o Jack O'Lantern (máscaras de abóboras), que sobrevive até hoje nas modernas celebrações do Halloween. Vários historiadores atribuem suas origens aos escoceses, enquanto outros lhe conferem origem irlandesa. As máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain. As sombras provocadas pela face esculpida n abóbora tinham a virtude de afastar os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.

O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo Trick or treating, nas noites de Halloween, é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelo seus habitantes. O Treat (presente) também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.

O Deus neste período é identificado com os animais que eram sacrificados para continuidade da vida.

Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.

Correspondência de Samhain

Cores: preto e laranja

Nomes Alternativos: Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve.

Deuses: Deuses Anciãos, a Deusa na sua face da Anciã, o Deus como o Senhor das Sombras.

Ervas: nós-moscada, sálvia, menta, mirra, patchuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora.

Pedras: obsidiana, floco de neve, ônix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.

Atividades:

Tomar resoluções para serem colocadas em prática no próximo ano que se inicia.
Queima de pedidos.
Confeccionar um Jack O'Lantern.
Fazer oferendas de maçãs e pães no jardim dos ancestrais.
Adivinhação através do Tarô, das Runas, da bola de cristal, da vidência em espelho negro e caldeirões com água.
Fazer máscaras que expressem a sua sombra.
Confeccionar vassouras.
Confeccionar um Bastão Mágico.
Confeccionar uma Witch's Cord (Corda de Bruxa) para proteção durante o decorrer do ano.
Acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte no ano que se inicia.
Erigir um Altar com a foto de seus ancestrais amados e colocar oferendas sobre ele, demonstrando seu agradecimento e reconhecimento pelos feitos deles na Terra.
Comidas e Bebidas Sagradas: maçã, romã, nozes, cidra, vinho quente, abóbora, chá de ervas, batata.

Queima de Pedidos

A Queima de pedidos é um dos rituais tradicionais de Samhain. Nele banimos tudo o que tivemos de negativo e pedimos o que queremos atrair de positivo para o ano mágico que se inicia.

Para isso você vai precisar de:

Dois pedaços de papel em branco;
Um lápis;
Álcool de cereais;
Folhas de louro;
Caldeirão.

Num dos papéis escreva tudo aquilo que você quer afastar de sua vida: obstáculos, doenças, pessoas indesejadas, dificuldades, etc.

No outro escreva tudo aquilo que você quer atrair para a sua vida: saúde, prosperidade, amor, sucesso, etc.

Seja bem específico em seus pedidos e não se esqueça de no final assinar e colocar a seguinte frase: Que tudo isso seja correto e para o bem de todos.

Coloque um pouco de álcool no seu Caldeirão, acenda-o e jogue o primeiro papel, aquele que contém as coisas que você quer afastar, no fogo. Enquanto o papel queima, mentalize o mal sendo afastado. Peça à Deusa e ao Deus que todas as forças negativas sejam anuladas e que o mal seja banido.

Espere o fogo acabar, então coloque um pouco mais de álcool no Caldeirão, tomando o devido cuidado, pois o álcool quando colocado em um recipiente quente evapora e pode entrar em combustão espontaneamente. Jogue então o segundo papel, aquele que contém as coisas que você quer atrair para a sua vida, no fogo. Coloque as folhas de louro nas chamas, sempre mentalizando as boas coisas que você quer atrair para a sua vida.
Quando o fogo acabar, concentre-se na fumaça, provocada pelas folhas, subindo os céus, e peça que seus pedidos se elevem ao mundo dos Deuses.

Confeccionando um Jack O'Lantern

A confecção do Jack O'Lantern é uma atividade tradicional desse Sabbat. Eles enfeitam toda a nossa casa no decorrer do dia, além de servirem de ornamentação indispensável para a cerimônia de Sabbat.
Coloque um Jack do lado de fora de sua casa na noite de Samhain para afastar o s maus espíritos e visitas indesejadas de outros planos.
Para confeccionar um Jack você vai precisar de:

· Uma abóbora ou moranga;
· Uma faca;
· Uma vela branca;
· Um óleo essencial de patchuli.

Faça uma tampa na parte superior da abóbora, retire suas sementes e com a faca entalhe uma face na abóbora da forma que você achar melhor. Unja a vela branca com a essência de patchuli e coloque-a dentro da abóbora. Acenda a vela dizendo:

Com esta vela, por esta luz e pela brisa que vem do além
Eu dou as boas-vindas aos espíritos nesta noite de Samhain.

Trançando uma Corda de Bruxa

Trançar uma Corda de Bruxa (Witch's Cord) é um ato tradicional na noite do Samhain. Elas simbolizam o cordão que liga todos nós ao Outro Mundo, além de serem uma representação simbólica do cordão umbilical que traz todos à vida terrestre.

A Corda de Bruxa é confeccionada utilizando cores apropriadas que simbolizem aquilo que você quer atrair para sua vida no ano mágico que se inicia. Por isso escolher a cor correta para confeccionar sua Corda de Bruxa é essencial:

Branco: Para harmonia.
Vermelho: Para afastar os inimigos, vencer os obstáculos, atrair garra e coragem.
Laranja: Para sucesso e prosperidade.
Rosa: Para atrair amor.
Preto: Para proteção e afastar o azar.
Verde: Para abundância.
Amarelo: Para atrair saúde e ter sorte no comércio.

Caso sua necessidade seja maior do que apenas uma cor pode lhe oferecer, você poderá escolher até três cores diferentes que representem os seus desejos para o próximo ano.
Pegue três barbantes na cor ou cores escolhidas e corte-os na medida de sua altura. Então comece a trançar os barbantes, sempre mentalizando aquilo que você quer atrair para a sua vida, pedindo que a Deusa e que o Deus lhe auxiliem e abençoem a corda que você está trançando.

Quando tiver terminado, costure ou cole alguns símbolos no decorrer da corda que representem o seu objetivo. Por exemplo: corações para amor; moedas para prosperidade, etc.

Coloque a sua Corda sobre o seu Altar durante a celebração do Sabbat e consagre-a durante a cerimônia.

Pendure a sua Corda de Bruxa em um lugar de sua casa e, sempre que visualizá-la, lembre-se dos objetivos que o motivaram a confeccioná-la. Assim sua vontade será ativada.

O Ritual de Samhain

Material necessário:
· Caldeirão;
· Uma vela preta;
· Uma vela laranja;
· Uma maçã;
· Um pão feito por você;
· Uma romã;
· Dois pedaços de papel em branco;
· Lápis;
· Alecrim;
· Uma colher de pau;
· Álcool de cereais;
· O Cálice com vinho.

Procedimento: Coloque o Caldeirão sobre o Altar e disponha a vela laranja do lado direito e a vela preta do lado esquerdo. Coloque a maçã perto da vela laranja e a romã perto da vela preta. Trace o Círculo Mágico e então diga:

Neste dia sagrado, no qual o véu que separa os mundos se encontra mais fino, somos visitados por nossos ancestrais.
Que a Deusa Anciã e o Senhor das Sombras possam abençoar todos os amados que viverem partilhar deste Rito de Sabbat.

Acenda as velas, dizendo:

Sagrados Ancestrais, venham a mim.
Nesta noite eu canto a magia e realizo este ritual em homenagem àqueles que partiram ao País de Verão.
Que este Rito seja agradável aos olhos daqueles que já se foram.
Abençoados sejam todos eles.

Eleve o Caldeirão, dizendo:

Este é o ventre da Mãe, o Caldeirão dos fins e recomeços.

Coloque-o novamente no lugar e pegue um pedaço de papel. Nele escreva tudo o que você quer afastar de sua vida. Acenda-o na vela preta e deixe-o queimar dentro do Caldeirão.
Pegue o outro pedaço de papel e escreva tudo o que você quer atrair para a sua vida. Acenda-o na vela laranja e deixe-o queimar dentro do Caldeirão.
Coloque o alecrim no Caldeirão, junto com as cinzas, e comece a mexer a mistura no sentido horário, dizendo:

Que o velho morra e que o novo possa entrar.
Pelo poder da Vida e da Morte,
Saúdo os espíritos desta noite de Samhaim.

Coloque um pouco de álcool no Caldeirão e então ponha fogo, dizendo:

Através desta luz e o elo mar além,
Saúdo todos os espíritos nesta noite de Samhaim.

Olhe para as chamas do fogo e mentalize todos os seus desejos.
Com o seu Athame, abra a romã, com algumas sementes, enquanto pensam todas as coisas negativas que quer afastar de sua vida. Coloque algumas sementes no fogo.
Parta a maçã ao meio, coma uma das partes e jogue um pequeno pedaço nas chamas do Caldeirão. Mentalize agora tudo o que você quer atrair de positivo.
Com a sua colher de pau, mexa o conteúdo de seu Caldeirão e então diga:
Que o negativo se torne positivo,
Que o mal se transforme em bem,
Que a doença se torne saúde,
E o ódio em amor.

Beba um gole do vinho e despeje um pouco dentro do Caldeirão, fazendo uma libação, enquanto diz:

Faço esta libação em homenagem à Deusa e ao Deus.
Homenageio também a todos os meus Ancestrais.
Que assim seja e que assim se faça!
Toque o pão com o Bastão e diga:
Eu te consagro em nome dos Antigos.
Que você me traga saúde, sucesso, prosperidade e amor.
Coma um pedaço do pão.
Cante, dance e festeje em homenagem à Deusa e aos seus antepassados.
Agradeça aos Ancestrais e destrace o Círculo.

Coloque o resto do pão no seu jardim ou aos pés de uma árvore como oferenda aos seus ancestrais.

(fonte: WICCA A Religião da Deusa de Claudiney Prieto)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vídeo: Samhain



Por ser o Sabbath com o qual mais me identifico, deixo aqui um vídeo retirado da internet, que contém varias descrições e dicas sobre esta data importante no ano pagão.

Assim, podem começar a tratar dos preparativos necessários para esta data e caso precisem de alguma coisa para o vosso altar, visitem a nossa loja online A Tenda dos Dragões, cujo link está no menu da direita.

Druidiza

sexta-feira, 30 de julho de 2010

1 de Agosto: Festa da cornucópia



A Cornucópia simboliza a generosidade da Mãe Natureza, da Deusa, que nos dá sustento abundante. Portanto, é o simbolo tradicional da abundância e da boa colheita, para não falar na riqueza.

Num artigo mais antigo, escrevi o seguinte sobre esta data:

"O chifre é um símbolo fálico, representante do Deus. É o lado exterior da cornucópia e o lado interior simboliza o útero, que trás em si a generosidade da terra fértil. Representa a Deusa.

No dia 1 de Agosto, é muito apropriado utilizar este símbolo nos nossos altares ou nas mesas. Para isso devemos fazer a nossa Cornocópia, mas se não poderem fazer a vossa, podem sempre comprar uma já feita, desde que depois lhe confiram energia e a consagrem para o efeito.

Encham o chifre com frutas, flores, grãos, moedas, ou com outras coisas, que para vocês representam a abundância, de forma que elas sejam derramadas sobre o Altar. Podem também adicionar outros simbolos mágicos da vossa preferencia, como por exemplo,folhas de carvalho, bolotas, avelãs, cartas de Tarot, Runas, etc".

Esta data também é conhecida pelos praticantes do paganismo, como Lammas ou Lughnasadh, sendo comemorada no Hemisfério Norte no dia 1 de Agosto e no Hemisfério Sul, no dia 1 de Fevereiro.

Nesta data, agradecemos por tudo o que "colhemos" durante o ano.

Quando se comemora este dia em grupo (coven), tudo é feito em grupo. O pão e o vinho devem ser consagrados dentro do círculo mágico e ao serem partilhados por todos, o primeiro pedaço de pão e o primeiro gole do vinho, devem ser colocados dentro do caldeirão, juntamente com os testemunhos dos agradecimentos de cada membro do grupo e por fim, devem ser consumidos pelo fogo e oferecidos ao Deus Sol celta Lugh, ao Deus e á Deusa.

O altar ritual é decorado com frutas, flores, sementes e ervas da época.

Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Cores: marrom, laranja, vermelho, amarelo.
Pedras: aventurina, citrino, peridoto, topázio e sardônia.
Ervas: flores da acácia, aloé, hera, avelã, flor do trevo, alho, rosa, mangericão, azevinho, girassol, confrei, calêndula, sabugueiro, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.
Frutas: melão, laranjas, bananas e abacaxi.
Bebida: vinho, chá de camomila.
Alimentos: pães, nozes, e milho (sementes e cereais)

Nomes alternativos: Lughnashad, Elembrios, Harvest Tide, Teltain, Lughnasa, Lunasa ou Laa Luas e Véspera de Agosto (pois no hemisfério Norte esse Sabbat ocorre no início de agosto).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Festival do Solstício de Verão


O Solstício de Verão (Midsummer, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca o dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite.

No paganismo, esse dia simboliza o poder do Sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias tornam-se visivelmente mais curtos.

Em certas tradições wiccanas, o Solstício de Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente (o Deus Azevinho reinará até ao Sabbath de Inverno, do Natal, o dia mais curto do ano).

O Solstício de Verão é uma época tradicional, em que os pagãos colhem as ervas mágicas para os encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. É o momento ideal para as divinações, para os rituais de cura e para o corte de varinhas e bastões.

Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará realidade para quem o sonhar.

Os alimentos pagãos tradicionais deste Sabbath são os vegetais frescos, frutas do Verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.

Incensos: olíbano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia.
Cores das velas: azul, verde.
Pedras preciosas: todas as pedras verdes, especialmente a esmeralda e o jade.
Ervas tradicionais: camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espera, lavanda, feto masculino, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joão, tomilho selvagem, glicínia e verbena.



Alguns antigos costumes do Solstício de Verão

- Na Europa, as celebrações deste sabbath foram absorvidas pela festa cristã de São João, cujo nome originou-se a partir da erva usada para fins curativos e mágicos, como protecção ou para proporcionar sonhos e presságios.

- As homenagens aos seres da Natureza ou às divindades naturais também foram substituídas pelas populares e folclóricas festas juninas.

- Antigamente, os casamentos eram celebrados em Junho para garantir-se a fertilidade, sendo esta, uma data muito propícia, embora diferente de Beltane, que era reservada aos rituais de fertilidade e ao Casamento Sagrado das divindades.

- Em Creta, o Ano Novo começava no Solstício de Verão, marcando o fim da colheita do mel. Para os cretenses, o zumbido das abelhas era a voz da Deusa anunciando a sua regeneração. O touro personificava o Deus e, ritualisticamente, era sacrificado para simbolizar a sua morte e o seu renascimento das entranhas da Terra. A lenda do Minotauro representa nada mais nada menos do que a descida simbólica à escuridão, encarando os medos e encontrando os meios da regeneração, ao seguir o fio da vida tecido pela Deusa.

sábado, 24 de abril de 2010

1 de Maio: Beltane ou Dia das Maias


Esta data tem origem no antigo Festival Druida do Fogo, onde se celebra o retorno do sol (do Deus Sol) e baseado na Floralia dos romanos, dedicada às flores. O 1º de Maio era o dia em que os antigos romanos penduravam grinaldas de flores (seriam maias?) diante dos seus altares em honra dos espíritos que protegiam as famílias e as casas.

No dia de Beltane, o sol está astrologicamente no signo de Touro e marca a “morte” do Inverno, o “nascimento” da Primavera e o Verão já aqui tão perto. Depois do pousio, vem o plantio... o Verão amadurece as sementeiras e as pessoas.

Dança-se de maneira alegre, usam-se vestimentas brilhantes como a Primavera. Há mesmo quem prefira não usar roupa. Os corpos ficam cada vez mais juntos, entrelaçam-se fitas coloridas simbolizando a união do feminino e do masculino. A sensualidade emerge e o poder fertilizador da Primavera atinge o seu auge e objectivo.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Beltane, são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane. Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do ritual do Sabbat. Antes da cerimómia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane", e tornava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.

Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles na fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores.

Incensos: olíbano, lilás e rosa.
Cores das velas: verde escuro.
Pedras: esmeralda, cornalina laranja, safira, quartzo rosa.
Ervas: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cinco-folhas, margarida, olíbano, espinheiro, hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz satyrion, aspérula e primaveras amarelas.

terça-feira, 16 de março de 2010

Ostara



No próximo dia 21 de Março, 1º dia da Primavera (Hemisfério Norte), a luz e a escuridão serão exactamente iguais. É o dia de Ostara, dia da fertilidade. É a altura do ano em que a natureza e todos os seus habitantes, incluindo o homem, disperta do longo sono e letargia, dando assim inicio á vida, movimento, produção e desenvolvimento. Ostara, também conhecida por "Deusa da Fertilidade", marca um dos festivais pagãos no qual se comemora exactamente isso, a fertilidade.

Caso queiram fazer um altar, para comemorar Ostara e a vinda da Primavera, utilizem os elementos abaixo indicados e enfeitem-no com ovos pintados, coelhos, flores da época. As cores de Ostara são o branco, o verde, amarelo e dourado. Não se esqueçam de representar as duas polaridades: a Deusa e o Deus. Sigam a vossa vontade e sentimento e banhem-se com a energia fértil de Ostara, para que a vossa vida presente floresça e se desenvolva. Agradeçam pelos benefícios e objectivos por vocês alcançados e sigam em frente, independentemente dos entraves que vão surgindo ao longo da caminhada.

A Primavera ensina que o poder sempre esteve lá... estava apenas adormecido. Para o encontrar, basta procurar e acreditar.

Blessed be all.

Incensos: erva-doce, canela, sandalo, jasmim, rosa, salva.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras e cristais: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas e sementes: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Imbolg: A Festa das Candelárias

Início da Primavera no calendário celta
Meio do Inverno no calendário astronómico

Data de Celebração: 1/2 de Fevereiro
Elemento: Terra/Ar
Quadrante: Nordeste
Signo: Aquário
Trabalho Rural: Tempo de lavrar a terra, cortar lenha para a lareira da casa uma vez que continua a fazer muito frio, fazer a poda dos vinhedos e plantar árvores de fruto.

Imbolg é o nome tradicional de origem gaélica desta festividade pagã. Significa "dentro do ventre" e remete-nos para o significado do Sol-Menino, saído do ventre da Grande Mãe para aprender as artes, tal como Ísis instruiu Hórus menino, amamentando-o e ensinando-lhe a arte de bem guerrear. Nesta perspectiva, Imbolg relembra-nos as antigas festividades romanas, as Lupercálias, nas quais se honrava a Loba, aleitadora de Rómulo e Remo, fundadores da Roma antiga. O leite era encarado como a substância nutriente do Sol Infante, a sabedoria sob forma de luz líquida. Não seria de admirar que, mais tarde, esta festividade fosse rebaptizada pelo Cristianismo como "Candlemas" (a Missa das Velas), pois que se trata de uma festividade honrando a Luz da Mãe Divina.

A Lua surge como a Deusa Portadora da Luz às trevas da nossa Alma, como a Brígida, a Deusa Tripla da Inspiração. Brígida é a Deusa Guardiã do Fogo. Trata-se do Fogo que desencadeia a inspiração poética, que cura os males do corpo e da alma e que na forja cria e molda a charrua, a enxada, a roda, e muitos outros instrumentos de agricultura. É, portanto, não um fogo celeste como o do sol mas um fogo ctónico, interno, que age dentro do corpo e da terra. Por isso Imbolg quer dizer "do ventre", e refere-se ao poder de criação interna da matéria, de germinação terrestre.

Em Portugal, a festa das Candeias não deixou rastos significativos no imaginário popular. Resumia-se a uma procissão à volta da aldeia, sempre constituída de mulheres com candeias na mão e que pela sua aparência faziam lembrar pequenas tochas. As candeias acesas durante a noite lembram a luz da Lua, a Brida que protege e acolhe o filho no seu leito nocturno. Por este motivo, nesta época do ano, abençoam-se as charruas que vão lavrar a terra na próxima Primavera e corresponde, na simbologia wiccana, à entrega das armas litúrgicas ao Deus Sol para ele crescer e se autonomizar: o cálice do amor e da cura, a espada do guerreiro e conquistador, a vara do poeta e profeta.

Existe ainda hoje o costume de vaticinar o tempo, dependo de como se passe o dia de Candelária. A versão cristianizada da Grande Mãe, a Senhora da Luz, tornou-se enraizada na cultura portuguesa como profetiza do tempo durante a Primavera. É hábito ouvir-se: "Se a Senhora sorrir, muita chuva está p’ra vir! Se a Senhora chorar, o Verão está a chegar!". É curioso como este hábito de profetizar a meteorologia se estendeu por toda a Península Ibérica e mesmo pelo norte da Europa, onde o dia 2 é também um dia de observância das condições climatéricas, mas desta feita na figura animal da marmota.

Em muitas regiões, o Dia de Nossa Senhora das Candeias marca o início do Carnaval, uma espécie de grande Saturnália que foi puxada de Dezembro, no antigo calendário romano, para pouco antes da emergência da Primavera. Nesta altura as trevas ainda predominam, pelo que a força solar está ainda muito dependente da noite maternal e dos seus vínculos animais. Por isso, o Carnaval vem celebrar e despedir-se desta imagem maternal e acolher a Primavera que se antevê no crescendo dos dias. É o tempo em que a mãe se torna donzela e o Menino Sol cresce em força e exuberância. Relacionado com esta perspectiva de Sol-Menino, existe em Portugal um rito agrário muito interessante e belo nesta altura do ano em que se começam a lavrar os campos, e que é solidário da ideia de propiciação sexual da terra, tal como está subentendido na liturgia wiccana da «cama de Brida»: no Minho, em muitas aldeias, é escolhido o rapaz mais forte para lavrar a terra e puxar os bois que são adornados de fitas coloridas. Ele é acompanhado pelo som das castanholas das mulheres, enquanto incita os bois à marcha: EH BOHI, EH, EH BOHI (muito semelhante ao EVOHE)!


Símbolos no Altar e no Ritual: A vassoura, a coroa de luzes, as cruzes de Brígida, a vara fálica, fogueiras sagradas, a máscara de cervo ou outra alusiva ao Deus e própria do Carnaval, velas ou tochas consagradas, flores amarelas e brancas.

Cores das velas: marrom, rosa, vermelha.

Ervas e Frutos: referem-se às ervas que florescem nesta época como o alecrim, a angélica, os cravos brancos, o manjericão, louro, benjoim, queledônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Pedras e Gemas: pedras que dão força e coragem para vencer obstáculos como o olho-de-tigre e a carnélia, ou pedras límpidas que atraiam a luz do espírito na matéria como o diamante e o quartzo branco. Também são usadas a ametista, a granada, o ônix e a turquesa.

Tipo Apropriado de Magia: feitiços com imagens, encantamentos de amor com imagens, magia de velas, operações de limpeza, iniciação mágica.

Incenso de Imbolg: Num almofariz pulverize as resinas e ervas e junte depois tudo numa mistura passível de ser moldada com os dedos na confecção de cones ou paus de incenso. Para agregar os elementos e transformá-los numa massa utilize goma-arábica.

6 partes de carvão litúrgico;
2 partes de resina de pinheiro;
1 parte de olíbano;
2 partes de óleo de cedro;
1 parte de óleo de eucalipto;
1 parte de essência de limão;
1 parte de verbena;
1 parte de tomilho bela-luz, 1 parte de jasmim;
1 parte de angélica;
10% do peso da mistura obtida em nitrato de potássio.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Yule ou Solstício de Inverno


No paganismo, Yule representa o nascimento do Deus e é considerada a noite mais escura do ano, que marca o apogeu da escuridão na Terra. A partir desta data, os dias começam novamente a clarear e a influência da energia do Sol a aumentar. É o inicio de uma fase com Luz.

É tempo de celebrar o início de todas as coisas e de iniciar novos projectos, novos relacionamentos, nova vida. Yule trás a energia da novidade, da iniciação e do começo. Pessoalmente vejo na energia do Yule, a energia do arcano de Tarot "O Mago", pois é uma data que marca o começo.

É celebrado a 21 de Dezembro no Hemisfério Norte, data antiga da qual originou o Natal Cristão. celebrado a 25 de Dezembro e que marca o nascimento de Jesus. O hábito de se fazer a Árvore de Natal, que actualmente vemos em praticamente todos os lares do mundo, nasceu de um costume pagão, no qual se enfeitavam as árvores, representando os que já partiram, as estrelas e a luz do sol.

Basicamente, todos os costumes da religião católica, nasceram de rituais pagãos, numa tentativa de assimilarem e eprimirem os credos e práticas antigas.

Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras: olho-de-gato e rubi.
Ervas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.



Aproveitem esta data para pedirem orientação e ajuda aos deuses e ao Universo. Se têm projectos novos, esta é a altura ideal para os iniciar e os por em prática.


Druidiza

domingo, 25 de outubro de 2009

31 de Outubro: Samhain

Aproxima-se uma das datas mais importantes do paganismo, o 31 de Outubro (Hemisfério Norte), que nos trás o Samhain. No Hemisfério Sul, é comemorado no dia 1 de Maio.

No Samhain comemorava-se "nos tempos idos", o Ano Novo Celta ou Ano Novo Druida e dos 8 Sabbats, era considerado o mais importante de todos. Hoje em dia, esta data é conhecida nos varios meios, como: Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita.

De todos estes nomes, o mais conhecido é o Halloween, que actualmente é alvo de más linguas devido a más interpretações e preconceitos.

Na Wicca, Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa e é a data em que "o Deus desce aos mundos subterrâneos, mas o seu espirito vive na Deusa, aguardando assim, o seu próprio renascimento no Yule".

Uma das muitas descrições disponiveis na internet, diz o seguinte:

"O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a casa para visitar os familiares, e para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira. Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX. Segundo o relato das antigas sagas, o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo. Era também a época em que o Sídhe deixava antever o outro mundo. O "Fé-fiada", o nevoeiro mágico que deixava as pessoas invisiveis, dispersava no Samhain e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. A fronteira entre o Outro Mundo e o mundo real desaparecia".

Através desta data, podemos também observar uma das muitas tentativas do Igreja, de distorcer algo sagrado e antigo:

"A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1o de Novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de Novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. É observado pela Igreja Católica Romana, como sendo um dia sagrado de preces pelas almas do Purgatório" (in Circulo Sagrado).

Pessoalmente e por experiência própria, vejo esta fase do ano, como sendo uma época em que a linha que separa a manifestação física da manifestação espiritual, se torna tão ténue, ao ponto destes dois planos se unirem e se manifestarem um no outro. É uma fase de transição, de despertar, de renascimento, de transmutação e de consciencialização. O invisivel torna-se visivel. Chegou a altura de deitar fora o velho, para iniciar o novo e por isso, é também uma época de Libertação.

Samhain também rege a adivinhação e por isso, consagramos nesta data os nossos instrumentos adivinhatórios, para que estes sejam energizados e potencializados, reforçando a sua ligação com o mundo espiritual. Cartas de Tarot, de cartomancia, Runas, Bolas de Cristal, etc, podem ser trabalhadas durante este evento.

Este ano (2009), o Samhain é especialmente mais intenso, porque além da sua própria energia e magia, está sob a influência da Lua Cheia de Novembro, conhecida por "Lua do Portal".

Vejam mais sobre a influência da Lua Chei e os seus tipos, em http://druidiza.blogspot.com/2009/08/lua-cheia-de-cada-mes.html



No Altar pagão

Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta, laranja.
Pedras: azeviche, obsidiana, ónix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.
Ervas: bolotas, giesta, maçã, beladona, dictamo, feto, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia, palha, nós-moscada, menta, mirra, patchuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora.

Aproveitem esta data especial, de união e de Libertação e que o Universo, as forças da Natureza e a energia criadora da vida, vos ajudem e vos guiem.



Druidiza

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

21 de Setembro: Mabon, a 2ª colheita


Mabon, também conhecido por Equinócio do Outono, Alban Elfed ou Sabbat de Outono, é a segunda festa das colheitas, na qual se derrama leite na terra, em sinal de agradecimento pela colheita obtida e pela terra fértil.

Também é a altura do ano em que se invocam os espíritos guardiões, para que estes nos ajudem a ultrapassar sábiamente a época negra do ano que se aproxima. Também se pede harmonia no amor e protecção para as pessoas que amamos, sejam elas familiares, amigos ou companheiros. É a altura de nos voltarmos para nós mesmos, meditar, ouvir o nosso "Eu interior" e fazer uma introspecção.

Um dos momentos mais marcantes e reveladores que acontecem durante o Ritual de Mabon, é a passagem do "Cálice da Gratidão", que depois de abençoado e consagrado pela Sacerdotisa, é passado de mão em mão até ser terminado. Ao beber do líquido abençoado, cada pessoa agradece pelos benefícios e objectivos alcançados.

Ervas: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã.

Pedras: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina.

Incensos: benjoim, mirra, sálvia, flor do maracujá e papoulas vermelhas.

Cores das velas: marrom, verde, laranja, amarela.

Comemorem o Mabon á vossa maneira, pois cada pagão tem o seu método pessoal e permitam-se a vocês mesmos, sentirem a força dos elementos a envolverem o vosso ambiente e a interagir com o que estão a fazer. Enfeitem o espaço do ritual ao vosso gosto e libertem a mente durante o mesmo. Só assim, quando as coisas são feitas de um modo verdadeiro e sentido, é que a "ligação" é feita e a vossa voz chega ao mais alto.

Druidiza

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A Roda do Ano: Descrição dos Sabaths, segundo a vertente lusitana

Tempos dos Idos ou Festa dos Antepassados (Samhain)

As opiniões divergem quanto à pronúncia da palavra, aquela que reune maior concenso é Sau-Uin (Sow-ween). É a noite em que a fronteira entre os mundos fica mais fina e se pode contactar as entidades que já partiram É também o tempo em que o Deus Cornudo se sacrifica para se tornar a semente de seu próprio renascimento na Festa do Inverno (Yule). É quando os pastores recolhem o gado e o povo esconde-se em casa, fugindo da época mais escura do Inverno. A data marca o fim (e o início) do Ano Celta. Celebrada hoje em dia como o Dia das Bruxas, o famoso Halloween (All hails eve), a noite dos Tempos Idos, torna-se assim uma data também festejada pelos não pagãos.

Festa do Inverno (Yule)

É o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol aproxima-se da Terra e a escuridão do Inverno ameaça ir-se embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebé. É importante notar que no hemisfério Norte, Festa do Inverno (Yule) é comemorado na mesma época do Natal e que tem um significado muito parecido com aquele adaptado pelo cristianismo: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Humanidade.

O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito tradicionalmente pagão: o pinheiro, o azevinho e outras tantas árvores tão utilizadas no Natal são, árvores cujas folhas são perenes e sempre verdes e por isso, simbolizam a continuidade da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade e anunciam os espíritos que possam estar presentes.

É interessante notar que a maioria dos feriados cristãos tem alguma relação com os feriados Pagãos (por exemplo, Samhain (Tempo dos Idos), a noite de todas as almas, que se transformou em Noite de Todos os Santos), apesar de ninguém pensar sobre o assunto....

Candelárias (Imbolg)

Pronuncia-se Imbolc. Imbolg, literalmente, quer dizer: dentro do útero. O Inverno ainda não partiu, mas por baixo da neve a vida floresce e ganha força. As coisas não acontecem diante de nossos olhos, mas já lá estão, latentes, pulsando, esperando o momento certo para vir ao de cima. A Deusa (Atégina) vagarosamente recupera do parto e acorda sob a energia revigorante do Sol (Endovélico).

Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem velas por toda a casa, especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do Sol e mostrar ao menino Deus o seu caminho. É a comunhão entre o o humano e o divino.

Festa da Fertilidade (Equinócio de Primavera)

Pela primeira vez no ano o dia e a noite são iguais. É, portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. Os dias escuros partem e a terra está pronta a ser plantada. É quando o Deus e a Deusa se apaixonam e deixam de ser mãe e filho. Nesta data, a semente da vida é semeada no ventre da Deusa, a Donzela revigorada e cheia de vida e alegria.

O Deus é devidamente armado para sair na sua viagem ao Mundo das Trevas e reconquistá-lo, para que posteriormente a luz volte a reinar.

Festa das Maias (Beltane)

Feriado oposto a Samhain tanto em data quanto em significado. É o Sabate da fertilidade, em que se celebra o casamento dos Deuses. As Fogueiras de Maio (no caso do hemisfério Norte) são acesas, e os Postes de Maio levantados. É uma festa alegre, em que as mulheres usam coroas de flores e todos dançam ao redor das fogueiras. Agradecemos pelo fim da metade escura do ano e pelo início da época de luz. Abrimos o nosso coração para a comunidade e nossas vidas voltam-se para a mesma.

O mundo já pertence ao Deus Sol, e a metade Luz do ano tem início.

Esse foi um dos primeiros feriados a ser destituído pelos Cristãos, que viam nas celebrações sexuais somente o pecado e as entendiam como uma ofensa ao seu Deus. Talvez os padres não soubessem que o amor sob vontade é o maior dos rituais, a mais grandiosa das celebrações à vida, à alegria, à Natureza e, portanto, aos Deuses.

Festa da Vida (Midsummer)

Esse é o ápice do Verão, quando o Deus e a Deusa se encontram em plena juventude e com toda a energia da vida ascendente. Na noite de Midsummer (o Solstício de Verão ou Festa da Vida) fadas, duendes e toda a sorte de elementais correm pela terra, celebrando o fervor da vida. A data era comemorada nos tempos antigos geralmente com jogos e festivais. O corpo e o físico são reverenciados nesta data.

Festa da Cornucópia (Lughnasadh)

Este é o primeiro dos três Sabates da colheita. O Deus já dominou o Mundo das Trevas e agora passará por leves mudanças: o seu poder declina subtilmente com o passar dos dias. Por isso, o honramos e agredecemos pela energia dispensada sobre as colheitas.
O dia é commumente associado a Lugh, o Deus Celta do Sol. Na Tradição Ibérica evoca-se Endovélico.

Festa das Colheitas (Mabon)

Este é o segundo dos feriados da colheita (sendo o Samhain (Tempo dos Idos) o terceiro). A fraqueza do Deus já se faz sentir e as plantações vão aos poucos desaparecendo, enquanto os celeiros se enchem. Derrama-se leite sobre a terra para agredecer pela fertilidade e bondade de Gaia. Agora, nos fechamos e os nossos corações voltam-se para nós mesmos.

O período negro do ano aproxima-se aos poucos. É uma data especial para evocarmos espíritos familiares, guardiães e antepassados para pedir sua ajuda e aconselhamento no período mais negro da Roda, que em pouco tempo se fará presente.



As datas dos Sabaths (Hemisfério Norte)

Samhain - Tempos dos Idos - 31 de Outubro
Yule - Festa do Inverno - 21 deDezembro
Imbolg - Festa das Candelárias - 1 de Fevereiro
Equinócio da Primavera - Festa da Fertilidade - 21 de Março
Beltane - Festa das Maias - 1 de Maio
Midsummer - Festa da Vida - 21 de Junho
Lughnasadh - Festa da Cornucópia - 1 de Agosto
Mabon - Festa das Colheitas - 21 de Setembro

Como podem ver e de certeza que é do vosso conhecimento, o dia 1 de Agosto aproxima-se, com a Festa da Cornucópia.

A Cornucópia simboliza a generosidade da Mãe Natureza, da Deusa, que nos dá sustento abundante. Portanto, é o simbolo tradicional da abundância e da boa colheita, para não falar na riqueza.

O chifre é um símbolo fálico, representante do Deus. É o lado exterior da cornucópia e o lado interior simboliza o útero, que trás em si a generosidade da terra fértil. Representa a Deusa.

No dia 1 de Agosto, é muito apropriado utilizar este símbolo nos nossos altares ou nas mesas. Para isso devemos fazer a nossa Cornocópia, mas se não poderem fazer a vossa, podem sempre comprar uma já feita, desde que depois lhe confiram energia e a consagrem para o efeito.

Encham o chifre com frutas, flores, grãos, moedas, ou com outras coisas, que para vocês representam a abundância, de forma que elas sejam derramadas sobre o Altar. Podem também adicionar outros simbolos mágicos da vossa preferencia, como por exemplo,folhas de carvalho, bolotas, avelãs, cartas de Tarot, Runas, etc.

Lembrem-se que o principal de tudo, é a nossa energia e a nossa intenção. É isso que dá poder aos objectos e nos permite alcançar o objectivo que se pretende.
Druidiza