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domingo, 6 de setembro de 2020

A vassoura

 O simbolismo da Vassoura 🍂


"As avós sábias nos ensinaram que varrer é uma prática ancestral de empoderamento feminino.

Quando uma mulher varre, limpa e põe em ordem a energia do espaço e ao mesmo tempo limpa e põe ordem seu coração.

Colocar o coração em ordem significa colocá-lo em sintonia e harmonia com a vibração do amor.

Se estiver com raiva, varra a sua raiva.

Se sentir ciúmes, varra o seu ciúme.

Se sentir tristeza, varra a sua tristeza.

Se estiver ansiosa, varra a sua ansiedade.

Se você se sentir desvalorizada, varra a sua baixa auto-estima.

Varra as coisas negativas da sua vida e da sua casa com uma vassoura feita por si e consagrada aos guias espirituais e ao divino.  Mentalize a negatividade a ser desfeita ou a ser banida e varra tudo, sempre de dentro pra fora, comece do fundo da casa até a porta da rua. Faça uma vassoura pequena para fazer em si mesma uma varredura e sacudimento.

Periódicamente devemos varrer e fazer a limpeza do nosso ambiente (residencial e comercial), com o pensamento focado na limpeza que desejamos.

A vassoura torna-se um instrumento de poder quando a mulher que a dirige faz isso, conscientemente, para limpar o seu "coração" e a sua vida."

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

sábado, 23 de março de 2019

O chifre de veado ou cervo

No Xamanismo dos antigos povos nórdicos, o cervo/veado/corso, representa a fecundidade, o renascimento e os ciclos do crescimento. Em virtude da sua "galhada" alta, o cervo ainda possui uma simbologia ligada à árvore da vida, Yggdrassil. O animal também pode fazer referência à força, ao temor e à velocidade das coisas.
 
Anuncia a chegada da luz. Ainda leva à claridade do dia e ao nascer do sol. Representa a amplitude do cosmos e da espiritualidade, sendo uma espécie de mediador da terra e do céu.

Hà outras culturas, nomeadamente no oriente, que o cervo é considerado solar e possui um aspecto negativo, no qual é relacionado com a seca, que sacrifica as pessoas pela falta da água.

Na mitologia grega, por exemplo, os cervos são animais conduzidos por rédeas de ouro pela deusa Artemisia. Também Diana, a deusa da caça, fora diversas vezes representada com imagens onde ela era acompanhada por um cerco. O cervo ainda tem, na mitologia grega, um simbolismo de fervor sexual, sendo a sua imagem relacionada aos deuses Adónis e a Afrodite.

Pessoalmente e baseada na minha experiência com a energia deste animal de poder, associo à Cura e à Sabedoria Ancestral, bem como ao "Tempo Ido". Em certos rituais que faço ligados ao Druidismo e Xamanismo Celta, uso os chifres como instrumento de poder, para atrair força, resistência e renovação.


Um chifre de veado pode ser usado como amuleto, ou para dar forma e corpo à teia de um filtro dos sonhos, pode ser usado como ponto de concentração de força e usado como adorno (se for pequeno) ou pendurado na parede da casa ou no altar. Pode ser usado como "varinha" para direcionar energias ou para desenhar símbolos no chão (na terra).

O que define a forma de utilizar este instrumento de poder é o "mago" que o criou...


Sobre o Filtro dos Sonhos

Os primeiros filtros dos sonhos surgiram na tribo dos Ojibwa, que habitavam a região dos grandes lagos da América do Norte. Os membros desta tribo acreditavam que uma das principais missões das pessoas durante a vida era a de decifrar os sonhos, pois acreditavam que traziam importantes mensagens sobre o funcionamento da natureza, do universo e da vida.

Os Ojibwa acreditavam que durante a noite o ar se enchia de sonhos e energias, boas e más, sendo o filtro dos sonhos, como o próprio nome sugere, uma proteção contra as energias e sonhos negativos.

O filtro dos sonhos é composto por um círculo, tradicionalmente feito com fibras de um salgueiro-chorão e revestido com tiras de couro, ao qual são amarrados vários fios, formando uma espécie de teia de aranha com uma abertura circular no centro. Uma pena de ave (preferencialmente de coruja, por significar "sabedoria") é colocada debaixo da teia, assim como outras penas e adereços. A pena simboliza a respiração e o ar, elemento essencial para a vida.

Os sonhos bons (aqueles que possuem mensagens importantes) teriam a capacidade de passar pelo circulo formado no centro da teia, enquanto que todas as energias malignas ficariam presas nos fios da teia. A tradição ainda sugere que o filtro dos sonhos seja colocado em um lugar que receba luz solar, pois todos os sonhos negativos que supostamente estariam presos nos fios da teia, ao receberem os raios do sol desapareceriam.

Lenda do Filtro dos Sonhos

Existem várias lendas que envolvem a criação do filtro dos sonhos, porém, uma das mais conhecidas fala de um velho xamã que teria subido no cume de uma montanha para encontrar sabedoria. 
Chegando ao topo, encontrou IKTOMI, um espírito mágico com a forma de uma aranha, que teria tecido uma teia com pelos de cavalo em volta de um aro feito de cipó, ao mesmo tempo que ensinava ao xamã importantes conhecimentos sobre o nascimento, a morte e as energias boas e más que existem espalhadas pelo ar. 

De acordo com a lenda, a aranha teria dito ao xamã: "Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios".

IKTOMI ensinou o índio a usar as boas energias e sonhos recebidos através deste amuleto para ajudar o seu povo a conquistar os seus objetivos, ouvindo e prestando atenção nas visões, sonhos e ideias que transmitiam. 

Para o Xamanismo, o filtro dos sonhos serve como uma mandala para inspirar a criatividade, a imaginação e ajudar a transformar todos os sonhos e objetivos em realidade. Este conceito é válido nas diversas formas de práticas pagãs, incluindo no que hoje é conhecido como "Xamanismo Celta". Runas, peles, ossos, chifres, símbolos em metal ou madeira, são alguns dos elementos utilizados na confeção deste instrumento de poder, que pode ter diversas formas e tamanhos.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Sobre o Tambor Xamânico...

O tambor é um catalisador de energias, pois todos os instrumentos que emitem um som natural , ou seja, não electrónico, é catalisador da energia refinada que está ao nosso dispor no universo para que nos possamos curar e sermos curados.

Essa vibração penetra a matéria dos nossos corpos, relaxa o corpo e a mente, harmoniza o organismo através das moléculas e propicia níveis mais profundos de concentração e meditação.

O som do tambor alinha o nosso coração com o coração da Mãe Terra, desperta a energia individual e coletiva em encontros circulares, sendo esta energia o despertar do nosso curador interno.

O som do tambor é como o som do coração. A batida está dentro de nós, no nosso coração e trazer esta batida para fora com o tambor é exteriorizar as nossas emoções, cantar esse momento sagrado, tocar o sopro da alma, vibrando para fora do corpo. É a expressão da alquimia da vida e o pulsar do planeta.

Os xamãs consideram o tambor como o "cavalo" que os leva em viagens a outros mundos, para receberem conhecimentos através dos seus ancestrais e espíritos guia.

O ritmo das batidas altera a nossa percepção e estado de consciência, permitindo-nos entrar em contato com os mundos visíveis e invisíveis para proporcionar cura, meditação, auto-conhecimento, empreender jornadas, criar harmonia interior e permitir o contato com os nossos guias espirituais.

Benefícios do Tambor xamânico:

- Aumento da Concentração, Auto-Confiança e Centramento
- Diminuição da Hiperatividade, Ansiedade, Depressão, Stress Emocional e Défices de Atenção
- Liberta a tensão muscular
- Permite maior Conexão consigo mesmo e com os outros
- Libertação de bloqueios emocionais e traumas
- Promove Sensação de Bem-Estar
- Estimula a expressão criativa
- Reforça o sistema imunológico
- Promove o contato social e espírito de união
- Facilita a entrada em estados alterados de consciência, abrindo o caminho para vivências meditativas intensas, profundas e reveladoras
- Promove a Auto Cura Espiritual e mental e física
- Facilita a resolução de problemas e a tomada de decisões

Participar num círculo com tambor xamânico é entrar em contato com o nosso Mestre Interior e com os nossos Espíritos Guia, aprendendo sobre a nossa essência e sobre nós mesmos. É conhecer o nosso real tamanho, as nossas capacidades e a nossa Alma.

Já tenho conduzido Drum Circles e vejo o resultado estimulador que o mesmo pode ter no ser humano e recomendo.


Fotos tiradas da Internet
Druidiza

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Oráculo dos Ossos

Vou falar um pouco sobre o Oráculo Xamânico dos Ossos, ou Oráculo dos Ossos:

É considerado como sendo a forma oracular mais antiga a ser usada pelos seres humanos.

Há inclusive pinturas rupestres em África que representam homens a consultar os ossos.
Outros registos históricos chegam da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália.

História à parte, certo é que este instrumento altamente intuitivo tem vindo a ser utilizado por diversas culturas até aos dias de hoje e os resultados são deveras acertivos e diretos. Chegamos a sentir fisicamente e de uma forma intensa a energia que nos envolve ao trabalharmos com este oráculo.

Os ossos trazem em si a energia dos ancestrais e dos espíritos guia, que utilizam esta ferramenta para trazerem ao ser humano as suas mensagens, presságios, avisos e conselhos espirituais.

Mostram caminhos, tendências, mudanças, influências e perigos e permitem aceder ao passado, presente e futuro da situação proposta na leitura. Ajudam a perceber a origem da questão ou do problema a resolver.

Consultar os ossos é consultar os nossos ancestrais e as forças universais geradas no Elemento Terra.

Lembro de quando era criança, quando ia fazer caminhadas no campo ou na praia com a família, apanhava pedras, galhos, pequenos ossos, conchas e búzios e quando chegava a casa, depois de os lavar bem lavados, fazia as minhas perguntas aos espíritos guias e recebia respostas que acabavam por se concretizar. Ainda hoje se for numa caminhada e encontrar algum elemento que me chame a atenção, a minha tendência e apanhar e trabalhar com ele, juntando-o assim, ao meu Oráculo dos Ossos que está sempre em mudança.

Ler os ossos faz parte de mim e é um oráculo que comunica bastante bem comigo.

Não basta aprender a ler os ossos. É preciso ser altamente intuitivo e ter a espiritualidade conectada com esta força antiga e planetária.


"Aprendam a linguagem da Natureza, porque a Natureza mostra-vos o Caminho!"

Se quiserem ter uma consulta comigo, estou em Lisboa. Marcações através do 939315338.



Dois dos meus oráculos

quarta-feira, 1 de março de 2017

A concha Abalone

A concha abalone tem sido considerada uma fonte de magia há milhares de anos. A sua conexão com o mar une-a às marés e com cada mudança na qualidade do oceano. A concha abalone é uma fonte de mistério - rochosa e plana no exterior, bela e brilhante no interior.

Pode ajudar a trazer a essência de uma emoção escondida e tem sido utilizada como taça nas cerimónias de incenso. A concha abalone é útil em situações emocionais. Use uma concha abalone com areia para queimar sândalo, olíbano ou outras resinas ou quando as suas emoções e ambientes se encontram pesados ou negativos. A concha abalone é usada tradicionalmente com os rolos de fumo Salva Branca para defumar e purificar ambientes.


sábado, 11 de dezembro de 2010

O Bastão que Fala


O Bastão que Fala é um instrumento usado por quase todas as tribos e tradições, sempre que um Conselho é convocado. Permite que todos os membros apresentem o seu sagrado ponto de vista e ideias.

O Bastão que Fala passa de pessoa para pessoa, à medida que a reunião se processa e somente a pessoa que o segura, tem o direito de falar naquele momento.

Cada membro deve ouvir atentamente o que está a ser dito, de forma que quando chegar a vez de outro membro, não se repita as informações que já foram passadas, nem se faça perguntas impertinentes e desnecessárias, de modo a dinamizar o tempo previsto de cada reunião.

O objectivo principal deste instrumento de poder, é para que cada um aprenda a honrar o ponto de vista de todas as criaturas vivas e aguardar a sua vez de intervir, apresentando calmamente o seu próprio ponto de vista. Também ensina a receber abertamente e humildemente, a sabedoria e os ensinamentos dos outros, para ampliar o próprio conhecimento.

O Bastão que Fala deve ser consagrado pela pessoa que o tiver para utilizá-lo como instrumento mágico, tanto no plano físico e material, como no plano etérico, ou espiritual, quando o mesmo for necessário e para isso, é preciso conferir-lhe um nome.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Athame, ou punhal mágico

O Athame é um punhal ritualístico, de dois gumes "cegos" (lâmina dupla), utilizado para absorver, potencializar e direcionar as energias durante so rituais, sendo o seu uso mais comum a formação do círculo mágico / sagrado, para desse modo afastar qualquer tipo de energia ou ser espiritual que possa atrapalhar o ritual.

Na maioria das tradições pagans, representa o elemento Ar, mas pode também representar o elemento Fogo. Além disso, é utilizado na celebração simbólica do Grande Rito, ao ser mergulhado no cálice sagrado.

Normalmente possui um cabo preto, porém pode ter outras cores. A escolha tradicional do preto, é porque esta cor absorve o poder mágico, permitindo assim, que este instrumento fique com energia armazenada dentro dele. É comum ter na lâmina ou no cabo, símbolos e selos mágicos, normalmente baseados na "Chave de Salomão". O meu Athame é simpres, sem símbolos, estando apenas energizado com a programação que lhe fiz e com a consagração que se faz aos instrumentos ritualisticos, pois acredito que os simbolos devem ser aqui ser aplicados, apenas quando nós sentimos essa necessidade. Tradicionalmente, o tamanho da lâmina deve ter o mesmo comprimento que vai desde o pulso, até ao dedo médio.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o Athame não é usado para cortar o físico, quando não está a ser usado para direcionar as energias durante os rituais. Quando não está a ser usado, fica guardado em local próprio ou é utilizado como um instrumento decorativo, que serve como símbolo do poder masculino no altar, já que representa um falo, enquanto que o cálice representa um útero e o poder feminino.



A localização do Athame, tanto no altar, como no circulo sagrado, é no ponto cardeal Este, se na tradição seguida, este instrumento pertencer ao elemanto Ar, ou no ponto cardeal Sul, se representar o elemento Fogo.

Raramente é utilizado para invocar ou chamar entidades, pois é um instrumento de comando e manipulação de poder e de energias, servindo principalmente para direccionar as energias com que se trabalha.

Este instrumento ritualistico, tal como todos os outros, deve ser utilizado com cuidado e com responsabilidade. Deve também ser mantido em boas condições, tanto físicas como energéticas.

Nota:

Apesar de utilizarem instrumentos e simbolos para controlar e direccionar energias, lembrem-se que o verdadeiro poder e força está dentro de cada um e não propriamente nos objectos. É o poder de cada um que direcciona a força do Universo para activar os instrumentos. É o poder de cada um que cura.

Os instrumentos são um complemento... uma extensão de vocês mesmo. Lembrem-se da célebre frase: "Eu tenho o poder!", quando elevarem os vossos instrumentos ao alto.


Druidiza

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

As pedras e cristais, como instrumentos da magia


Desde os tempos antigos, que se utilizam pedras e cristais na magia, na cura, na adivinhação e para protecção. Eram usadas também na confecção de imagens e de simbolos mágicos, bem como na confecção de ferramentas de trabalho, adornos e armas.




Actualmente alguns mantém essa tradição e utilizam as ferramentas que a natureza lhes dá, transformando-as consoante a necessidade e objectivo a alcançar com o seu uso.


Algumas dessas pedras, são mais procuradas do que outras, devido á sua matriz energética e função, que lhes confere poderes especiais.




Funções das pedras e cristais, mais procuradas em magia natural:


3ª Visão - ametista, sodalita, lápis lazuli

Meditação - ametista, cristal fumê

Atrair Os Seres De Luz - ametista, calcita azul

Prever O Futuro - ágata musgo, jaspe bahia, sodalita

A verdade interior - ametista

Amor Incondicional - quartzo rosa

Clareza de pensamento - cristal, ametista

Clarividência - jaspe bahia, sodalita

Compaixão - quartzo rosa

Compreensão - labradorita, esmeralda, fluorita, quartzo rosa, sodalita

Consciência Divina - cristal, ametista

Desapego - cristal fumê, quartzo elestial, quartzo Isis

Disciplina - lápis lazuli, ônix

Energia Positiva - cristal

Equilíbrio - cristal fumê, howlita azul, quartzo azul, turmalina quartzo, boji, pedra da lua com pedra do sol

Espiritualidade - ágata lilás, ametista, topázio imperial

Harmonia - quartzo azul, quartzo, unaquita

Intuição - ametista, lápis lazuli, olho de falcão, sodalita

Mediunidade - sodalita, ametrino

Pensamento Positivo - calcedônia, calcita azul

Sabedoria interior - cristal, ametista

Paz Interior - ametista, calcedônia, howlita branca, topázio imperial

Serenidade - calcedônia, calcita verde

Sonhos premonitórios - ágata musgo, jaspe bahia, sodalita

Vidência - sodalita

Da Alma - ametista, calcita azul, ametrino

Aura - cristal fumado, ambar

Ambiente - cristal, turmalina negra

Corpo - cristal, turmalina negra

Espírito - cristal, lápis lazuli, turmalina negra

Acidentes - esmeralda, turmalina negra

Bloqueios espirituais - turmalina negra

Bruxaria - ônix, turmalina negra, turmalina quartzo

Doenças - quartzo verde

Feitiçaria - ônix, turmalina negra

Influências E Energias Negativas - calcita verde, hematita, jaspe indiano, turmalina negra

Magia Negra - ônix, turmalina negra

Mau Olhado - olho de tigre, turmalina negra

Maus espíritos - jaspe indiano, turmalina negra

Obsessão - turmalina negra

Pesadelos - calcedônia

Sofrimentos Da Alma - turmalina negra

Falsos amigos - ágata

As pedras podem ser colocadas nos altares, podem ser utilizadas em rituais, podem servir para fazer oráculos, podem ser usadas para tratamentos, em forma de amuletos, esculturas representativas, etc. O que define a forma de utilização das pedras, é o seu utilizador e o conhecimento que este tem sobre as mesmas.


Lembrem-se que tudo o que vem da natureza, tem poder, tanto para o bem, como para o mal e cabe a cada um decidir correctamente qual o caminho a seguir e que energias utilizar.



Lembrem-se que tudo tem o seu retorno e que no paganismo se costuma dizer: "Faz o que quiseres, desde que não prejudiques ninguém."

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Boline ou "Foice pagã"


A Boline é um dos instrumentos pagãos que mais dúvidas trás a quem se inicia no mundo do paganismo. Além disso, pelo seu aspecto e por servir para cortar no plano físico, ao contrário do Athame, goza infelizmente de má reputação, originada pelos preconceitos e por falta de conhecimento. É mais fácil julgar, do que primeiro procurar a verdade.

O boline é uma ferramenta usada para cortar ervas para fins medicinais e mágicos, além disso, serve para gravar símbolos mágicos noutros instrumentos de ritual, como o bastão, a varinha, as velas, etc.

A boline tem uma lâmina afiada e curva, que faz lembrar a forma lunar do quarto crescente, sendo assim, idêntica a uma foice. O cabo é tradicionalmente branco, feito em osso, no qual alguns pagãos gravam símbolos com os quais se identificam.

Antes de se comprar este instrumento, que exige ao seu utilizador, responsabilidade e bom senso, há que ter em conta regras de utilização!

1- Conhecer as propriedades medicinais e mágicas das ervas, saber quais as que são venenosas ou que induzem a estados alterados de consciência e saber como trabalhar com todas elas.

2- Antes de se ir para a colheita, deve-se ter já feita uma pequena lista de ervas a colher. A colheita não deve ser feita á pressa, para não haver erros.

3- Saber qual é a altura do dia mais apropriada para colher as ervas.

4- Retirar da planta apenas o necessário, sem exageros e com respeito. As plantas são seres vivos.

5- Se a planta escolhida, estiver fraca, ou se for ainda muito pequena, não colher. Deve-se sempre observar o estado da planta e deixar sempre o suficiente para ela voltar a crescer. Nunca se colhe uma planta inteira.

Nos tempos idos, era costume após a colheita, ofertar algo á planta, como se fosse um acto de troca. Eu costumo falar com ela e explicar o motivo da colheita.

O elemento que rege este instrumento é o elemento Terra.


Druidiza

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Bastão: Instrumento de poder e de protecção


O bastão é um dos instrumentos mais importantes na vida de um pagão.

Tem sido utilizado há milhares de anos em ritos mágicos e religiosos e é por norma, um instrumento de invocação. A Deusa e o Deus podem ser chamados para assistirem ao ritual por meio de palavras e de um bastão erguido.

Também é utilizado para direccionar energias, para desenhar símbolos ou desenhar o círculo ritualistico, para indicar a direcção de perigo quando perfeitamente equilibrado na palma da mão ou no braço do seu dono, entre outras funções.

O bastão representa o elemento Ar para alguns Wiccanos e não só, e é sagrado para os Deuses. Para outros pagãos, representa o elemento fogo. Pessoalmente associo este instrumento ao elemento Ar, pois quando o elevo ao alto durante uma invocação, a ligação que se dá entre o plano espiritual e o nosso plano, é através do ar... da energia subtil que existe á nossa volta e que faz a ponte de ligação.

Há madeiras tradicionalmente utilizadas como matéria prima para a confecção do bastão, nomeadamente o salgueiro, o sabugueiro, o carvalho, a macieira, o pessegueiro, a avelã e a cerejeira, mas qualquer outro tronco relativamente recto, pode ser utilizado.

A madeira do meu bastão foi colhida na Serra de Sintra, Portugal, e a árvore que o cedeu, estava naquela altura carregada de energia vital e de alta frequência, não só devido ao local que já é mágico por natureza, mas também devido á força lunar que se manifestava naquela altura. Assim que vi o tronco, a ligação fez-se automáticamente.

Muitos já me perguntaram qual é a altura ideal do bastão e como é um instrumento pessoal, eu respondo sempre que o bastão ideal deve caber harmoniosamente na mão e ter a mesma altura do seu dono.

Sendo uma extensão nossa, aponta-se o bastão para o objectivo desejado, para que se cumpra a magia que estamos a realizar e deve ser usado como símbolo da magia e do uso do livre arbítrio.

O bastão também representa a capacidade que o seu dono tem, de controlar a força vital do Universo e as energias manifestadas.

Varias maneiras de se obter o bastão:

  1. Uma possibilidade é encontrar por acaso, ou seja, o bastão apareceapareça como que por milagre no nosso caminho. Quando assim é, sabemos imediatamente que ele é nosso por direito e mérito.

  2. Comprar um tronco em casas especializadas em artigos místicos.

  3. Herdar o bastão ou ser-se presenteado por outro pagão.

  4. Procurar na floresta ou mata e encontrar um troco exactamente como se deseja.

  5. Fazer o bastão, como deve ser feito, com respeito e cuidado, agindo em sintonia com a árvore e com a Natureza.

Como fazer um bastão:

Antes de cortar um tronco e virar as costas, será necessário estabelecer um vínculo com a árvore contando-lhe qual o objectivo.

O bastão feito em conjunto com a árvore

Escolham uma pequena árvore, observando sempre a presença de heras ou cipós na base.
Conversem e sintonizem-se com a árvore, informando-a do vosso desejo de obter permissão para criar um bastão. Assim que é dada a sua permissão para ser convertida num bastão, a árvore deve ser regada com uma chávena de adubo, ou outro tipo de alimento. Isto deve ser feito após o equinócio de Outono.

No ano seguinte, a 2 de Fevereiro, voltem a visitar a árvore e escolham o tronco que desejam, que deve ser um galho principal a pouca altura, com cerca de 1,5 cm de diâmetro. Caso não existam trepadeiras na base, podem transplantar algumas, tendo o cuidado de criar uma protecção ao redor da base, com pedrinhas, para que o mato não possa crescer perto da árvore e das trepadeiras.

Depois do equinócio de Primavera prendam as mudas de hera, fazendo com que sigam para o galho escolhido o mais directamente possível. Neste momento eliminem os galhos ou rebentos laterais do tronco que mais tarde será o vosso bastão, deixando assim, a ponta crescer. Quando a trepadeira chegar ao galho escolhido, será necessário observar e guiar o crescimento em espiral da trepadeira ao redor do galho escolhido, fazendo com que esta, esteja sempre bem apertada.

Com o passar do tempo, o que poderá tardar até 3 anos, as duas plantas estarão completamente envolvidas uma na outra, tendo atingido cerca de 3 centímetros de diâmetro na ponta do galho e a trepadeira com cerca de meio 1 cm.
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Peçam novamente permissão á árvore e avisem à trepadeira que a missão dela terminou. O corte deve ser feito entre o equinócio de Outono e o solstício de Inverno.

Cortem primeiro a ponta da trepadeira e depois a base. Arranquem-na desde a raiz e desprendam outros galhos que eventualmente tenham subido pela árvore. Cortem o galho pela base, separando-o do tronco da árvore.

Façam um "curativo" com cera de abelha ou piche, deixando a árvore em condições perfeitas de vida. Retirem os galhos secos e a parte da trepadeira que envolve o bastão, deixando tudo no chão para que alimente a árvore. As marcas deixadas no galho devem ter cerca de meio centímetro de profundidade.

Em forma de agradecimento, alguns povos costumam deixar grãos de trigo, mel ou leite para os elementais da floresta. Vocês podem oferecer outras coisas... o que interessa aqui, é a intenção e o agradecimento demonstrado.

Deixem o galho cortado secar até o equinócio da Primavera antes de ser consagrado.

Podem enfeitar e colar materiais no bastão, mas usem apenas produtos naturais para aderir as peças, já que as colas plásticas alteram a vibração do bastão. Podem retirar a casca e lixar o galho. Também podem conservar o cipó que envolveu o galho ou voltar a colocar ao redor do bastão prendendo-o com cola natural.

Pessoalmente optei por gravar na madeira, os simbolos rúnicos, com os quais me identifico e gravei também em relevo alguns desenhos celtas e druidicos. Em algumas partes, tirei a casca, noutras deixei. Podem ver o meu bastão na imagem que acompanha este artigo.

Se vocês optarem por comprar, ou se o mandarem fazer, saturem-no com as vossas próprias vibrações, antes de o usar. Isto faz-se manoseando-o com frequência e enviando deliberadamente pensamentos positivos para o objecto, bem como emanar o objectivo e o motivo para o qual o bastão foi criado.

Qual a altura do bastão? Mais uma vez vos digo que a altura ideal é a altura do seu dono.

Druidiza

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O chifre que toca (Singing horn)

Todos os instrumentos que utilizamos são importantes, pois estão investidos de poder e de energia. É através deles que direccionamos a intensão e a energia com a qual queremos trabalhar.

Cada instrumento tem a sua função dentro de um ritual ou meditação. Cada instrumento tem uma "personalidade" própria, tal como os seus donos. Cada um de nós tem uma personalidade própria e é isso que nos destingue uns dos outros... não é só a aparencia física.

Para vos falar do chifre e no papel que ele tem num ritual, tenho que obrigatóriamente falar sobre o sino e a sua função. Assim sendo, vou primeiro falar sobre o sino:

O sino é usado no paganismo para marcar o início e o encerramento de um ritual, para invocar seres específicos para um ritual, para fazer despertar da meditação os membros do "coven", para nos fazer anunciar ao coven ou ao lugar (caso estejamos sozinhos) e até mesmo para saudar um evento natural ou uma data que seja especial.

Também é tocado para afastar negatividades, para fazer as energias estagnadas recuperarem o movimento, para invocar e fazer circular energias positivas. Nos rituais funerários da Wicca, por exemplo, os sinos também são tocados em honra daquele que partiu.

O sino é um instrumento ritual utilizado desde a antiguidade, cujo o som som liberta vibrações com efeitos poderosos de acordo com o tamanho, tom e material utilizado. Além disso, é considerado um símbolo feminino, normalmente utilizado para invocar a Deusa.

Há quem diga que os sinos são instrumentos de protecção e que se deve ter em casa, numa prateleira ou em frente á porta da rua, para conferir protecção a essa casa. Pessoalmente, tenho um sino pendurado á entrada do corredor, perto da porta de entrada e quando sinto as energias a querem estagnar, passo por ele e toco-o, fazendo assim o seu som percorrer toda a casa. Se protege a casa, não sei. Mas ajuda a por as energias em movimento.

O chifre

Se o sino é considerado um simbolo feminino, o chifre já é considerado um simbolo masculino, talvez devido á sua forma fálica e por isso é também usado para invocar o Deus. É um dos simbolos mais utilizados pelas diversas culturas pagãs e neopagãs, para representar o Deus durante os rituais e reuniões do coven.

Pessoalmente, considero o chifre como também sendo um simbolo feminino, pois o interior dele pode ser associado ao útero da Mãe (Deusa). Além disso, quando enchemos o seu interior com alimentos, ervas ou bebida, passa a simbolizar a generosidade da terra fértil, representando a Natureza e a Vida.

Na foto em baixo, podem ver o meu chifre, o qual utilizo para iniciar os rituais, fazer as invocações e saudar datas e eventos especiais. Quando estou na Natureza, utilizo-o também para saudar a Natureza e toda a vida que nela reside e se manifesta. Os simbolos rúnicos foram desenhados por mim, e representam a linhagem pagâ que sigo. A corda entrançada também foi feita por mim e é feita de uma material natural. Quando compramos os objectos, devemos sempre aplicar neles a nossa energia e personalidade, o que obriga a fazer alterações físicas nesses objectos.



Para trabalho, prefiro o chifre, pois é com ele que me sinto mais sintonizada e é com ele que me identifico mais, devido á minha linhagem pagâ: o druidismo.

Resumindo, o chifre faz tudo o que o sino faz e acaba por ser mais dinâmico, pois pode simbolizar os dois principios da vida, o masculino e o feminino, enquanto que o sino apenas simboliza o principio feminino.

Tal como qualquer instrumento mágico e consagrado, não deve ser tocado por outras pessoas, a não ser pelo seu dono.

Para o fazerem tocar com todo o seu potencial, devem estar bem sintonizados com ele e aviso que não é fácil fazer o chifre "cantar" e saudar.

Druidiza